Presidente do TSE pediu vigilância com informações eletrônicas na véspera do segundo turno presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pediu que eleitores se mantenham vigilantes com informações recebidas na reta final das eleições.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, alertou os eleitores neste sábado (24) sobre a circulação de mensagens “sensacionalistas” e “acusatórias” na reta final das eleições. Em pronunciamento oficial em rede nacional de rádio e televisão, o ministro pediu vigilância com relação às informações recebidas e compartilhadas.
“Devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos. Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral”, afirmou Kassio Nunes Marques.
Neste domingo (25), os eleitores retornam às urnas para escolher o presidente da República. A disputa ocorre entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. Também haverá segundo turno para governador no Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e no Distrito Federal.
A eleição de 2026 foi marcada por novas regras para o ambiente digital e decisões conflitantes sobre canais de WhatsApp. O pleito também enfrentou questionamentos sobre ferramentas de inteligência artificial, uso recorrente de deepfakes pelas campanhas e numerosas ações das candidaturas na Justiça Eleitoral.
No dia 16 de outubro, os sete ministros do TSE aprovaram uma resolução que define quando um canal mantido por apoiadores deixa de ser iniciativa independente e passa a ter vínculo com uma campanha. A mudança foi motivada pelo “Exército do Lula”, canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG) que impulsionou a campanha do presidente após o primeiro turno.
O grupo foi principal foco de embate entre as campanhas de Lula e de Flávio, gerando decisões conflitantes entre ministros da própria corte. Sob receio de um segundo bloqueio do canal, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar na noite de sexta-feira (23) para impedir Kassio de bloquear o grupo sem aval do plenário da Corte eleitoral.
Outra frente envolveu a Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp. A campanha do presidente alegou que a empresa “tem falhado, de forma reiterada e sistemática, na entrega de postagens da coligação”, beneficiando Flávio.



