Flávio visita cinco regiões enquanto Lula deixa Norte de fora no segundo turno

Ambos os candidatos repetiram estratégia do primeiro turno, priorizando Sudeste, que concentra 41,8% do eleitorado brasileiro

Flávio visita cinco regiões enquanto Lula deixa Norte de fora no segundo turno
Os candidatos Flávio Bolsonaro e Lula na reta final da campanha. Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Ricardo Stuckert

Durante o segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro visitou todas as regiões do país, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva concentrou agendas na região Sudeste.

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repetiram a estratégia do primeiro turno durante as três semanas do segundo turno das eleições presidenciais, priorizando a região Sudeste em suas agendas de campanha.

São Paulo foi novamente a unidade federativa com o maior número de agendas registradas, segundo levantamento feito pela CNN com base na divulgação das próprias campanhas dos presidenciáveis. A região Sudeste reúne 66,3 milhões de eleitores, cerca de 41,8% do total do eleitorado brasileiro, enquanto São Paulo possui 34 milhões de eleitores.

No primeiro turno, Flávio conquistou 47% dos votos válidos contra 45% de Lula, atingindo 51,9% dos votos em São Paulo, enquanto Lula alcançou 38,2%. Parte dessa vantagem de Flávio ocorre graças à parceria formada com o governador reeleito em primeiro turno Tarcísio de Freitas (Republicanos) e à forte base montada no Congresso Nacional, composta por 19 das 70 cadeiras para o PL e ambos os senadores ligados ao presidenciável.

A estratégia de ambas as candidaturas no estado mais relevante para o período eleitoral concentrou-se na Avenida Paulista, marcado pelas principais manifestações da cidade. Tanto Flávio quanto Lula utilizaram do espaço para mobilizar suas bases após o resultado do primeiro turno.

A escolha dos locais para os atos de campanha revela as estratégias de cada campanha na construção de articulações e conquista de votos em estados e cidades determinantes para o desempate em uma disputa acirrada. De acordo com o cientista político Gustavo Ribeiro, mestre pela Universidade de Sorbonne, “uma visita serve para mobilizar a máquina local: aliados, cobertura na mídia e sinalização de prioridade. Os candidatos costumam visitar justamente onde a disputa está indefinida, o efeito é difícil de isolar”.

Ribeiro acrescentou que em Minas Gerais, em 2022, apenas 49,6 mil votos separaram Lula e Bolsonaro no segundo turno no estado, entre mais de 12 milhões de votos válidos. “Em disputas tão apertadas, uma agenda bem-sucedida pode fazer diferença na margem, mas nunca é decisiva sozinha”, afirmou.

Ambos os candidatos priorizaram a Região Sudeste, que concentra os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que somados totalizam 63,3 milhões de eleitores, 39,9% do total no país. No entanto, apenas Flávio visitou as cinco regiões do país durante o segundo turno das eleições.

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