Presidente cercou-se de ex-ministros derrotados no primeiro turno e rejuvenesceu bancada no segundo, incluindo novos deputados federais eleitos

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou composição de seu palanque entre o primeiro e segundo turno das eleições de 2026, mantendo apenas ministros e eliminando ex-candidatos derrotados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou a composição de seu palanque entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mantendo apenas ministros em seus núcleos mais próximos e rejuvenescendo a bancada.
No discurso após o primeiro turno, em 4 de outubro, o presidente era acompanhado na linha de frente por Edinho Silva, presidente nacional do PT; Sidônio Palmeira, ministro da Secom; Rosângela Janja Lula da Silva, primeira-dama; Alexandre Padilha, ministro da Saúde; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente; Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento e Indústria; Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; e Aloizio Mercadante, presidente do BNDES. Dos nomes citados, apenas Janja, Padilha e Mercadante permaneceram na foto do palanque durante o segundo turno, realizado em 25 de outubro.
Ex-candidatos derrotados na urna perderam destaque na composição. Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, que se mobilizaram em São Paulo durante o segundo turno, não figuraram na foto ao lado do presidente. A bancada foi rejuvenescida com a presença de novos nomes da política, entre eles o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB-PE) e a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O eleito deputado federal Guilherme Cortez (PSOL-SP), que viajou pelo país para mobilizar o público universitário e LGBTQIAPN+, também integrou o palanque.
Novas deputadas federais eleitas também estiveram presentes: Ana Elisa (PT-MG), Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) e Luna Zarattini (PT-SP). O deputado André Janones (Rede-MG), administrador do grupo “Exército do Lula”, ganhou lugar ao lado de Lula e foi elogiado pelo presidente durante seu discurso.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos permaneceu ao fundo do palanque. Nomes do Nordeste como Rafael Fonteles (PT-PI), governador reeleito do Piauí e cotado ao ministério da Fazenda, também preencheram o fundo do discurso presidencial.



