Lula vira votação em 76 cidades de Minas e garante reeleição no estado

Presidente ampliou votos em todas as regiões mineiras, com margem de 109.313 votos sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Lula vira votação em 76 cidades de Minas e garante reeleição no estado
Presidente Lula durante discurso de reeleição em São Paulo (SP). Foto: Ricardo Stuckert — Foto: Presidente Lula durante discurso de reeleição em São Paulo (SP)  • Ricardo Stuckert

Lula conquistou a reeleição em Minas Gerais com virada em 76 municípios e ampliação de votação em todas as regiões do estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou a reeleição em Minas Gerais com virada em 76 municípios e ampliação de votação em todas as regiões do estado no segundo turno. A margem de vitória em Minas foi de 109.313 votos sobre Flávio Bolsonaro (PL), com o petista obtendo 50% e o adversário 49%, enquanto a abstenção caiu de 22,8% para 20,3% entre primeiro e segundo turno. Nacionalmente, Lula ampliou sua votação em 1.162.163 votos entre os dois turnos.

O resultado em Minas Gerais reafirma a tradição de que quem vence no estado garante vitória no Brasil. As regiões que mais contribuíram para a reeleição foram o Vale do Jequitinhonha, norte de Minas e Zona da Mata.

A mobilização da esquerda mineira combinoou estratégias digitais coordenadas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com ações presenciais como panfletagem, passeatas e engajamento de movimentos sociais e estudantis. De acordo com avaliação interna da campanha, houve descentralização com convocações espontâneas de lideranças de movimentos.

O PT implementou coordenação regionalizada com missões distribuídas a coordenadores em diferentes regiões para mobilizar o interior do estado. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a presidente do PT em Minas, Leninha, e a senadora eleita Marília Campos (PT-MG) atuaram diretamente nessa organização. O ministro Alexandre Silveira (PSD) também contribuiu engajando atos na região de Ipatinga, no Vale do Aço.

“A mobilização popular, das ruas, recuperou a militância voluntária para buscar o voto de parentes, amigos, vizinhança. Houve uma energia coletiva onde todos se transformaram em agentes ativos para construir a vitória. E as redes cumpriram o papel de potencializar a mobilização. Registro aqui algo singular do segundo turno: a alegria de lutar e a esperança eram visíveis e sentidas”, avaliou a senadora eleita Marília Campos (PT-MG).

No primeiro turno, cidades do Vale do Jequitinhonha apresentavam maior abstenção no país, enquanto Capelinha ganhou destaque entre as campanhas. O município teve 48% dos votos para Flávio e 44% para Lula no primeiro turno, mas inverteu a votação no segundo turno com redução da abstenção.

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