Apoiadores de Paes lançam Exército do Dudu em disputa pelo governo do Rio

Mobilização ocorre enquanto PSD aguarda decisão do STF sobre segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes

Apoiadores de Paes lançam Exército do Dudu em disputa pelo governo do Rio
Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro. Foto: CNN Brasil — Foto: Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio de Janeiro.  • CNN Brasil

Apoiadores de Eduardo Paes mobilizam-se no WhatsApp com Exército do Dudu enquanto aguardam decisão do STF sobre segundo turno no Rio

Apoiadores de Eduardo Paes (PSD) lançam o “Exército do Dudu” no WhatsApp para mobilizar eleitores na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, em paralelo ao “Exército do Lula” que circula nas redes sociais.

A mobilização ocorre enquanto o Partido Social Democrático aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de um segundo turno na eleição fluminense. O PSD protocolou ação no STF em 14 de outubro pedindo o restabelecimento do segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes.

A disputa judicial foi desencadeada pela exclusão dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). A Justiça Eleitoral declarou Ruas eleito no primeiro turno após a anulação desses votos, que fez o candidato do PL ultrapassar a metade dos votos válidos.

O PSD solicitava ao STF uma decisão urgente para que a votação do segundo turno ocorresse no dia 25 de outubro, data originalmente marcada para essa etapa eleitoral. Como alternativa, o partido pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcasse o eventual segundo turno em outra data, antes da diplomação ou da posse dos eleitos.

O partido argumentou que a exclusão dos votos de Garotinho do cálculo que define a necessidade de segundo turno foi irregular. Segundo o PSD, apenas votos nulos e brancos deveriam ser excluídos dessa base de cálculo.

“A anulação superveniente do voto pode atingir seus efeitos em favor do candidato; não pode transformar retroativamente uma escolha política validamente manifestada nas urnas em ausência de escolha”, disse o PSD.

O partido também sustentou que a divulgação inicial de um segundo turno criou expectativa legítima para os eleitores. Por essa razão, argumenta que a decisão posterior sobre a candidatura de Garotinho não poderia eliminar essa etapa eleitoral.

O STF ainda não se manifestou sobre o pedido do PSD. A decisão da corte é aguardada para definir se ocorrerá segundo turno na eleição para governador do Rio de Janeiro.

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