Ministro das Relações Institucionais diz que vitória não foi apenas do PT e que novo governo deve incorporar outras legendas de centro.

Ministro da Secretaria de Relações Institucionais defende que o quarto mandato de Lula seja comandado por frente ampla com participação de partidos de centro.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja de “frente ampla”.
Segundo o chefe da pasta, ele espera que o novo governo seja comandado por outras legendas para além do PT, com a participação de partidos de centro. Guimarães afirmou que a definição de novos ministros depende do presidente Lula, mas que ele e outros parlamentares que se dispuseram a ficar fora do pleito para seguirem cumprindo mandato estão à disposição para “servir o país”.
“Eu defendo um governo de frente ampla, e essa frente ampla que incorpore outros sujeitos que não sejam do PT, até porque essa vitória não foi só do PT. É um erro se fizermos isso. Evidentemente, o PT é o partido do presidente, tem um alto grau de protagonismo, mas penso que o novo governo tem que refletir essa nova composição”, afirmou.
A nova composição ministerial deve refletir as alianças que contribuíram para a reeleição de Lula, segundo Guimarães. O ministro ressaltou que a definição dos integrantes do primeiro escalão caberá exclusivamente ao presidente.
Guimarães também destacou que os auxiliares que não disputaram as eleições deste ano permanecem à disposição para continuar no Executivo. “O novo governo tem que considerar o ambiente da eleição. Quem o presidente Lula vai chamar para ser ministro ou continuar depende dele. Eu não tenho nem opinião formada sobre isso. O que existe é que nós, que não fomos candidatos, estamos para servir o país, como servimos nesse governo”, disse.
Guimarães abriu mão de uma candidatura ao Senado pelo Ceará para assumir a Secretaria de Relações Institucionais em abril deste ano, após convite de Lula. Outros integrantes do governo também permaneceram no Executivo e não disputaram o pleito, entre eles os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego.
Ao defender a ampliação da base governista, Guimarães afirmou que a participação de novas legendas deve ser acompanhada de compromissos com as propostas e políticas implementadas pelo Executivo. O ministro condicionou a distribuição de cargos à fidelidade das legendas ao governo no Congresso Nacional.



