Crescimento consolida islamismo como segunda maior crença no continente, com salto de 15 milhões desde o início do século

População muçulmana na Europa alcança 50 milhões de pessoas, consolidando o islamismo como segunda maior religião do continente após cristianismo
A população muçulmana no continente europeu atingiu a marca de 50 milhões de pessoas após transformações demográficas em 25 anos. Segundo dados consolidados por veículos como Pew Research e BBC Mundo, o contingente de fiéis muçulmanos consolidou-se como a segunda maior crença na Europa, logo atrás do cristianismo.
Desconsiderando países transcontinentais como Rússia e Turquia, a cifra real aproxima-se de 32,5 milhões, um salto expressivo frente aos cerca de 15 milhões contabilizados no início do século. Fontes como Evangelico Digital apontam que esse crescimento foi impulsionado principalmente pela imigração e pelo reagrupamento familiar.
Na Espanha e na Itália, o número de muçulmanos saltou de um milhão para mais de cinco milhões no período. O Reino Unido apresenta cenário semelhante, com o total subindo de 1,6 milhão para 4,1 milhões. A França e a Alemanha, que já possuíam bases históricas ligadas ao colonialismo e à imigração turca, registraram acumulado entre 12 e 13 milhões, motivado pelo reagrupamento familiar e a recepção de refugiados.
O norte europeu vivenciou as transformações percentuais mais drásticas. Na Suécia, as estimativas apontam um salto de 300 mil para 850 mil fiéis, representando 8,5% da população local. Países como Noruega e Dinamarca também observaram altas superiores a 300% ou consolidação acima de 6% da demografia total.
Enquanto a Europa observa expansão populacional muçulmana, a América Latina segue o caminho inverso. A região mantém a menor representação islâmica no mundo, com estabilidade ou tendência de queda. Relatórios mostram que, em uma região de 650 milhões de habitantes, a população muçulmana sequer alcançou a marca de um milhão.
Entre 2010 e 2020, o crescimento do grupo na América Latina foi de apenas 6%, enquanto a parcela não muçulmana cresceu 10%. As projeções indicam que até 2050, a população total da região deve crescer 27%, enquanto a comunidade muçulmana deve avançar apenas 13%, mantendo seu peso relativo reduzido.


