Ministério Público do Trabalho contabiliza 3.529 casos em 2026, superando o total de 2022. São Paulo lidera com 620 denúncias.

Após eleições presidenciais, MPT recebe média de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia. Total de 3.529 casos em 2026 já supera números de 2022.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) passou a receber, em média, cerca de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia após o resultado das eleições presidenciais no último domingo (25). De acordo com levantamento realizado, entre a noite de domingo e as 16h de quarta-feira (28), o órgão recebeu 1.143 denúncias sobre o tema.
Os relatos incluem boicotes a estabelecimentos comerciais cujos proprietários teriam votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ameaças de demissão a funcionários que supostamente não teriam apoiado o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Até as 13h de quinta-feira (29), o MPT contabilizava 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão recebeu 3.373 denúncias.
São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro lideram a lista de estados com o maior número de denúncias. O estado de São Paulo aparece em primeiro lugar com 620 casos, seguido por Minas Gerais (351) e Paraná (338). Rio de Janeiro ocupa a quarta posição entre as unidades do MPT, com 252 denúncias contabilizadas até as 23h59 de 28 de outubro. A capital fluminense lidera o ranking estadual, com 135 denúncias registradas em 2026.
Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O assédio eleitoral configura violação do direito de voto livre e da liberdade de escolha política garantida pela Constituição Federal. O MPT é responsável por receber, investigar e processar denúncias de irregularidades trabalhistas, incluindo comportamentos coercitivos de empregadores relacionados a posicionamentos políticos de seus funcionários.



