MPT recebe 300 denúncias de assédio eleitoral por dia após eleições

Ministério Público do Trabalho contabiliza 3.529 casos em 2026, superando o total de 2022. São Paulo lidera com 620 denúncias.

MPT recebe 300 denúncias de assédio eleitoral por dia após eleições
Urna eletrônica usada nas votações. Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE — Foto: Urna eletrônica  • 19/07/2016 – Roberto Jayme/Ascom/TSE

Após eleições presidenciais, MPT recebe média de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia. Total de 3.529 casos em 2026 já supera números de 2022.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) passou a receber, em média, cerca de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia após o resultado das eleições presidenciais no último domingo (25). De acordo com levantamento realizado, entre a noite de domingo e as 16h de quarta-feira (28), o órgão recebeu 1.143 denúncias sobre o tema.

Os relatos incluem boicotes a estabelecimentos comerciais cujos proprietários teriam votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ameaças de demissão a funcionários que supostamente não teriam apoiado o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Até as 13h de quinta-feira (29), o MPT contabilizava 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão recebeu 3.373 denúncias.

São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro lideram a lista de estados com o maior número de denúncias. O estado de São Paulo aparece em primeiro lugar com 620 casos, seguido por Minas Gerais (351) e Paraná (338). Rio de Janeiro ocupa a quarta posição entre as unidades do MPT, com 252 denúncias contabilizadas até as 23h59 de 28 de outubro. A capital fluminense lidera o ranking estadual, com 135 denúncias registradas em 2026.

Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O assédio eleitoral configura violação do direito de voto livre e da liberdade de escolha política garantida pela Constituição Federal. O MPT é responsável por receber, investigar e processar denúncias de irregularidades trabalhistas, incluindo comportamentos coercitivos de empregadores relacionados a posicionamentos políticos de seus funcionários.

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