Senador afirma que deixou o país para ser "voz mais ativa" e nega que tenha fugido após derrota eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro disse nesta sexta-feira que a decisão de sair do Brasil para os EUA foi tomada com sua esposa, sem envolvimento de terceiros.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (30) que terceiros sejam responsáveis por sua saída do Brasil para os Estados Unidos e afirmou que a decisão foi tomada apenas com sua esposa.
“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubesse a chance de dar errado seria maior, então de verdade, não escolham, não apontem o dedo para ninguém, não tem ninguém que é responsável pelo que aconteceu, com relação a minha saída”, declarou durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.
O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rejeitou a caracterização de que tenha fugido do país após perder a disputa pela presidência. De acordo com o senador, ele saiu “pelo Brasil” para desempenhar um papel de porta-voz do país no exterior.
“Eu vou poder ser uma voz um pouco mais ativa ainda de todos vocês e poder falar muita coisa que eu não poderia falar se eu falasse no Brasil, eu seria ainda mais perseguido”, justificou. Conforme Flávio Bolsonaro, manter-se no Brasil resultaria em uma voz “calada e censurada”, comparando sua situação à do próprio pai, que também se mudou para os Estados Unidos após perder as eleições de 2022 para o presidente Lula (PT).
O senador indicou que pretende manter-se disponível para futuras disputas políticas. “Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui, pronto, inclusive se for preciso para disputar a presidência da República de novo”, afirmou.
A chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ocorreu na manhã de quarta-feira (28), após uma terça-feira (27) marcada por informações falsas sobre seu paradeiro. Segundo informações, os dados foram difundidos por pessoas ligadas à família Bolsonaro e por fontes ligadas ao governo de Donald Trump.



