Flávio Bolsonaro divulga carta golpista dos EUA e mobiliza aliados da oposição

Ex-candidato alega fraude sem provas nas eleições de 2026 e anuncia liderança da oposição do exterior após perder para Lula

Flávio Bolsonaro divulga carta golpista dos EUA e mobiliza aliados da oposição
Flávio Bolsonaro desembarca em Miami após chegar aos EUA. Foto: Reuters/Eva Marie Uzcategui

Ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro divulga carta alegando fraude nas eleições de 2026 sem apresentar provas e anuncia liderança da oposição

O ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira (28) uma carta de teor golpista após chegar aos Estados Unidos, provocando reações de parlamentares da oposição e aliados do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.

No documento, Bolsonaro alega fraude no segundo turno das eleições de 2026 sem apresentar provas e anuncia que pretende liderar a oposição do exterior. Em uma versão inicial da carta, apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, expressão posteriormente substituída por “líder do Brasil”.

Lula foi reeleito no domingo (25) com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio Bolsonaro (PL), ou 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) leu a carta em vídeos publicados em suas redes sociais e chamou Flávio de “asilado político nos Estados Unidos”. Jordy defendeu a união dos aliados na disputa pelo comando do Senado e afirmou ser a hora de “estarmos unidos para conquistar a Presidência do Senado e lutar contra a ditadura do Judiciário no nosso país”.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), também eleito senador em outubro, classificou a situação de Flávio como uma “perseguição ditatorial” do Judiciário. Gayer se emocionou durante a leitura da carta e questionou a situação do país. “Olha o que virou o Brasil, cara?”, afirmou no Instagram, atribuindo a saída do senador a uma suposta perseguição política.

Reeleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Maurício Marcon (PL-RS) relacionou a carta à eleição para a Presidência do Senado e cobrou que os parlamentares de direita mantenham distância de Lula e do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). “Espero que quem tenha sido eleito pela direita não fique flertando com Davi Alcolumbre e com Lula, porque serão achincalhados nas ruas. O eleitor não espera que vocês façam isso”, declarou. Ao abordar as alegações de fraude, acrescentou: “A gente espera que possa ser comprovado”.

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), reeleito neste ano, também divulgou a carta em vídeo.

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