Trump nega que derrotas republicanas nas midterms representem rejeição à presidência

Presidente disse à Fox News que não encara o resultado como um golpe, enquanto CNN projeta vitória democrata nas duas casas legislativas

Trump nega que derrotas republicanas nas midterms representem rejeição à presidência
Trump publicou na Truth Social imagem com boné escrito VETO em referência à vitória democrata nas midterms de 2026. Foto: Reprodução Truth Social/Donald J. Trump

Donald Trump disse não ver as derrotas republicanas nas eleições de Meio de Mandato como rejeição à sua presidência, em entrevista à Fox News.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não vê as derrotas do Partido Republicano nas eleições de Meio de Mandato como rejeição à sua presidência, segundo entrevista concedida à Fox News. A CNN projeta que os democratas conquistarão o controle tanto da Câmara quanto do Senado americano.

“Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse Trump. “Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos”, declarou.

Ao ser questionado sobre sua mensagem final ao povo americano, o presidente parabenizou o partido adversário. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram”, disse Trump.

Mais cedo na mesma entrevista, Trump atribuiu as derrotas aos candidatos republicanos por ele apoiados. Segundo o presidente, alguns deles “lutaram contra mim” e não conseguiram inspirar sua base a comparecer às urnas.

Nas redes sociais, Trump afirmou que vetaria propostas democratas que dependessem de aprovação da Presidência, publicando imagem de um boné com a palavra VETO bordada.

O Partido Democrata deve conquistar o controle de ambas as casas legislativas dos EUA nas eleições de Meio de Mandato de 2026, em uma vitória histórica, segundo projeções da CNN. Os democratas capitalizaram a impopularidade histórica de Trump para obter uma vitória expressiva, garantindo poder significativo para conter ações do presidente durante os dois anos finais de seu mandato.

Para conquistar a maioria, os democratas avançaram em estados republicanos, vencendo disputas em locais que não elegiam um democrata há décadas. A conquista incluiu uma cadeira no Senado na Carolina do Sul, estado que Trump venceu com margem de 18 pontos percentuais em 2024, e outra no Texas, que não elegia um democrata para o senado desde 1988. Os democratas também obtiveram vitória no Kansas, estado que não elegia um senador democrata desde 1932.

Apenas duas vezes nos últimos 50 anos o controle de ambas as casas legislativas mudou no mesmo ciclo eleitoral. A mudança no controle do Congresso encerra um período de 22 meses marcado pela chegada de Trump ao poder com postura agressiva, quando expandiu o controle do Executivo com anuência de um Congresso dominado pelos republicanos.

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