Conselho de Ética aprova parecer para cassar Renato Freitas na Alep

Orlando Kissner/ALEP

Relatório recomenda cassação do deputado do PT por quebra de decoro após agressão em Curitiba

Conselho de Ética aprova parecer para cassar Renato Freitas na Alep
Deputado Renato Freitas durante sessão na Assembleia Legislativa do Paraná Foto: Orlando Kissner/ALEP

Conselho de Ética da Alep aprovou parecer pela cassação de Renato Freitas por quebra de decoro parlamentar após agressão em Curitiba.

Detalhes da aprovação do parecer para cassação de Renato Freitas na Alep

Na sessão do dia 11 de fevereiro de 2026, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou o parecer que recomenda a cassação de Renato Freitas, deputado estadual do PT, por quebra de decoro parlamentar. O relatório, elaborado pelo deputado Márcio Pacheco (Republicanos), recebeu maioria dos votos favoráveis. Este foi o primeiro passo formal em um processo que poderá retirar o mandato do parlamentar, caso seja aprovado em etapas subsequentes.

Passos seguintes no processo de cassação na Assembleia Legislativa

Após a aprovação no Conselho de Ética, o processo será encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep, que se reunirá em 12 de fevereiro às 13h30 para analisar o parecer. Confirmada a admissibilidade pela CCJ, o pedido segue para votação em plenário, onde é necessária a aprovação da maioria absoluta dos deputados para que Renato Freitas perca o mandato. Este rito demonstra o rigor e a complexidade das punições no âmbito legislativo estadual.

Contexto da agressão envolvendo Renato Freitas em Curitiba

O processo de cassação tem origem em um episódio ocorrido em novembro de 2025, no Centro de Curitiba. Renato Freitas se envolveu em uma discussão e troca de agressões físicas com Weslley de Souza Silva, manobrista, enquanto acompanhava sua companheira grávida em uma consulta médica. Vídeos de testemunhas e câmeras de segurança registraram a troca de socos e chutes em via pública. O caso ganhou repercussão nacional e motivou a representação no Conselho de Ética.

Argumentos da defesa e posicionamento do relator no Conselho

A defesa de Renato Freitas sustentou que o incidente ocorreu em esfera privada, sem relação com o mandato parlamentar, argumento também citado pelo Tribunal de Justiça do Paraná ao rejeitar uma notícia-crime. Contrariamente, o relator Márcio Pacheco ressaltou que o deputado estava acompanhado de um assessor e utilizava veículo oficial, o que indicaria uma conduta incompatível com a função e prejudicial à imagem da Assembleia. Ele defendeu a aplicação da pena máxima, destacando a gravidade do comportamento.

Outras punições aplicadas e reação na Alep

Na mesma sessão, o Conselho de Ética analisou outras duas representações contra Renato Freitas: um protesto realizado em uma unidade da rede de supermercados Muffato, e uma discussão seguida de agressão durante uma reunião da CCJ da Alep. Em ambos os casos, foi aprovada a suspensão das prerrogativas parlamentares do deputado por 30 dias. Durante o debate, o deputado Dr. Antenor (PT) tentou barrar a cassação, propondo punições mais brandas, mas foi derrotado.

Impactos políticos e repercussão do caso na Assembleia Legislativa

O avanço do processo de cassação de Renato Freitas evidencia a tensão interna entre os parlamentares e a crescente pressão por transparência e responsabilidade no exercício do mandato. O caso também levanta questões sobre a separação entre vida privada e pública dos representantes e o impacto de suas ações na imagem da instituição. A decisão final do plenário será acompanhada de perto por atores políticos e pela sociedade, refletindo o debate sobre ética no serviço público.

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