Refit e operação fiscal em São Paulo expõem esquema de sonegação em 2025

Tainá Falcão

Investigação revela atuação da Refit em ocultação patrimonial e inadimplência tributária em grande escala

A Refit foi alvo em 2025 de operação fiscal em São Paulo que expôs esquema de sonegação e lavagem envolvendo R$ 10 bilhões.

Refit operação fiscal em São Paulo revela esquema de sonegação em 2025

A Refit operação fiscal realizada em São Paulo em novembro de 2025 expôs um esquema sofisticado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo empresarial do empresário Ricardo Magro. A operação, articulada por uma força-tarefa entre a Receita Federal, Ministério Público, Polícia Civil, Secretaria da Fazenda paulista e Cira-SP, teve como foco a atuação da Refit no mercado de combustíveis.

A estrutura empresarial usada para ocultação patrimonial e inadimplência tributária

As investigações apontaram que o grupo Refit utilizava uma complexa estrutura empresarial para ocultar patrimônio e praticar inadimplência tributária sistemática. Empresas vinculadas ao grupo e diversas estruturas financeiras permitiram a blindagem patrimonial, dificultando ações de fiscalização e recuperação de ativos.

Bloqueio de bilhões e impacto econômico

A operação resultou no bloqueio de bens avaliados em R$ 10 bilhões ligados ao Grupo Refit. Essa medida representa um dos maiores bloqueios contra sonegação fiscal no setor de combustíveis e destaca o impacto econômico da investigação em 2025. A ação busca recuperar ativos e fortalecer o combate a práticas ilícitas no mercado.

Repercussões políticas envolvendo lideranças nacionais

Antes da operação, em maio de 2025, o então ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) desistiu de participar de um evento patrocinado pela Refit nos Estados Unidos, após a repercussão negativa da investida do empresário Ricardo Magro na política. O evento reuniria autoridades e lideranças políticas, incluindo o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), evidenciando a extensão das conexões políticas no contexto das investigações.

A articulação da força-tarefa e os desdobramentos da operação

A operação fiscal contou com a participação coordenada da Receita Federal, Ministério Público, Polícia Civil de São Paulo, Secretaria da Fazenda paulista e Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-SP). Essa articulação permitiu não só o bloqueio de bens, mas também aprofundou a investigação sobre os mecanismos de sonegação e lavagem empregados pelo grupo Refit, indicando um padrão de atividade ilícita com impactos sociais e econômicos significativos no mercado de combustíveis.

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