Presidente da Assembleia de Deus no Paraná rebate dados apresentados em pregação no Congresso dos Gideões 2026
Pastor Perci Fontoura criticou publicamente a pregação da pastora Helena Raquel sobre violência doméstica no Congresso dos Gideões 2026.
Contexto da crítica de Pastor Perci Fontoura à pregação de Helena Raquel
No culto realizado em Toledo, Paraná, na celebração do Dia das Mães, o Pastor Perci Fontoura criticou publicamente a repercussão da pregação da pastora Helena Raquel no Congresso dos Gideões 2026. Pastor Perci Fontoura critica os dados e a narrativa sobre violência doméstica apresentados pela pastora, expressando forte indignação e usando termos como “Satanás do inferno” para se referir à divulgação dessa questão no meio evangélico. Ele ressaltou sua admiração a Helena Raquel “em tese”, mas rejeitou a ideia de que as igrejas evangélicas acobertam agressores, destacando o impacto negativo dessa narrativa para a reputação institucional da igreja e seus líderes.
A defesa da liderança evangélica e a contestação dos dados sobre violência
O presidente da Assembleia de Deus no Paraná (CIEADEP), Perci Fontoura, defendeu a integridade dos pastores e a atuação deles como agentes de transformação social. Em sua fala, ele afirmou que pastores recuperam pessoas marginalizadas através da palavra e do conselho, contrapondo a narrativa que sugere conivência com casos de violência doméstica. Durante uma dinâmica realizada no culto, ele questionou as mulheres presentes sobre a felicidade e possível sofrimento de agressões, recebendo respostas positivas que utilizou para contestar os índices apresentados. O pastor admitiu que podem existir casos isolados de agressão, mas reforçou que esses não representam o ambiente evangélico como um todo.
Impactos da exposição da violência doméstica na igreja evangélica
A abordagem controversa do pastor Perci Fontoura evidencia a tensão existente dentro do meio evangélico na forma de lidar com a violência doméstica. A exposição pública do tema, especialmente em eventos de grande visibilidade como o Congresso dos Gideões 2026, provoca debates sobre o papel das igrejas na prevenção e tratamento desses casos. Para Fontoura, essa exposição pode ocasionar danos à imagem da instituição e de seus líderes, mas não significa ausência de atuação contra a violência. O episódio revela divergências internas sobre a comunicação e o enfrentamento desse problema social em ambientes religiosos.
O papel dos líderes religiosos no combate à violência doméstica
Embora a pregação da pastora Helena Raquel tenha levantado dados preocupantes, a reação do pastor Perci Fontoura destaca uma visão que prioriza a defesa da imagem da igreja e a valorização do trabalho pastoral. Essa postura reflete a complexidade de abordar temas delicados em congregações que prezam pela unidade e reputação institucional. O embate evidenciado nessa situação chama atenção para a necessidade de diálogo aberto e estratégias eficazes para o combate à violência doméstica, conciliando a proteção das vítimas e a preservação do papel social das lideranças religiosas.
Perspectivas para o debate dentro das Assembleias de Deus
O episódio envolvendo a pregação da pastora Helena Raquel e a crítica do pastor Perci Fontoura sinaliza um momento de reflexão importante para as Assembleias de Deus no Brasil. O enfrentamento da violência doméstica exige sensibilidade, transparência e ação efetiva. A reação polarizada pode representar tanto resistência a mudanças quanto preocupação legítima com a imagem institucional. O desafio das lideranças está em promover um ambiente seguro para as vítimas, ao mesmo tempo em que mantêm a confiança dos fiéis na capacidade da igreja de oferecer suporte espiritual e social.





