Senador do União Brasil rejeita pautação de impeachment de ministros do STF e sinaliza apoio à nomeação de Pacheco ainda este ano.

Davi Alcolumbre afirmou a interlocutores ter pelo menos 48 votos para se reeleger presidente do Senado em 2026 e que não pretende pautar impeachment de ministros do STF.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse a interlocutores ter pelo menos 48 votos para se reeleger presidente da Casa em 2026. Segundo o senador, ele consegue “bater chapa” contra qualquer candidato do PL, especialmente após a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2022.
Alcolumbre afirmou que não pretende pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial de Alexandre de Moraes, de quem é próximo. A rejeição à pautação do impeachment ocorre em momento em que setores da oposição têm pressionado pela abertura de processos contra ministros da Corte.
O presidente do Senado sinalizou que pretende defender a nomeação ainda neste ano do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco, que assumiu uma vaga no Tribunal de Contas da União. A indicação de Pacheco para o STF integraria uma combinação de Alcolumbre com o governo para pautar a PEC 6×1 entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais, estratégia que, segundo interlocutores, ajudou o candidato petista a se reeleger.
A contagem de votos de Alcolumbre foi feita mesmo diante do cenário em que o PL terá a maior bancada no Senado a partir de fevereiro com 29 senadores. A legenda planeja entrar na disputa pela presidência da Casa com o senador Rogério Marinho (RN), coordenador da campanha derrotada de Flávio Bolsonaro ao governo de São Paulo.
Um fator considerado favorável a Alcolumbre é o interesse dos partidos do Centrão em limitar o poder do PL. Os partidos do bloco já encaminharam, após o primeiro turno das eleições, a candidatura de Hugo Motta à reeleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Representantes do União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade convergiram em torno da continuidade de Motta no cargo, conforme nota divulgada à imprensa em 14 de outubro.



