Alcolumbre articula reprovação histórica de Messias no STF

AP) • Andressa Anholete/Agência Senado

Presidente do Senado foi decisivo na rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve papel central na rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao STF, unindo votos contrários no plenário.

Papel decisivo de Alcolumbre na reprovação de Messias ao STF

A atuação de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, foi fundamental para a reprovação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de fevereiro de 2026. Alcolumbre conduziu a articulação política que ampliou o número de votos contrários, resultando em uma rejeição histórica com 42 votos contra Messias, número que surpreendeu governistas e opositores. Conforme relatos de parlamentares, seu trabalho envolveu o mapeamento de resistências e o estímulo a senadores indecisos nas horas que antecederam a votação, consolidando a derrota do governo no plenário.

Impactos políticos e repercussão após a votação no Senado

A reprovação de Messias provocou uma crise interna no governo, que passou a avaliar demissões de aliados de Alcolumbre e reconfigurações estratégicas. Autoridades governamentais qualificaram o resultado como uma “hecatombe”, evidenciando o impacto político da derrota. Além disso, a oposição classificou a movimentação de Alcolumbre como uma jogada política de alto nível, o que reforça a complexidade das negociações no Senado e a influência do presidente da Casa nos rumos das indicações para o STF.

Cenário da votação e expectativa contrariada dos governistas

Antes da votação, governistas apostavam em pelo menos 44 votos favoráveis à indicação de Messias, com calculadas estratégias para garantir sua aprovação. O senador Weverton Rocha, relator do processo, manifestava confiança em um placar mínimo de 44 votos, e até mesmo se falava em 50 votos favoráveis em grupos próximos ao governo. Entretanto, o clima na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se deteriorou, e o resultado final no plenário mostrou 34 votos a favor contra 42 contrários, configurando uma derrota inédita em mais de um século para uma indicação ao STF.

Decisão de Alcolumbre sobre futuras indicacoes ao STF antes das eleições

Em resposta ao episódio, Alcolumbre afirmou a colegas que não colocará em votação novas indicações ao STF antes das eleições presidenciais de outubro de 2026. O presidente do Senado argumenta que não faria sentido apreciar nomes indicados pelo Executivo a menos de seis meses do pleito, posicionamento que deve influenciar o ritmo das nomeações e a dinâmica política nos próximos meses.

Alerta de Camilo Santana e resistência política na votação

Nos bastidores, o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação e coordenador da pré-campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertou para o risco da votação, sugerindo o adiamento do processo devido à falta de margem segura para aprovação. Lula, porém, manteve a indicação, ignorando os sinais de resistência crescente. O grupo contrário à indicação inicialmente contava com cerca de 30 votos, mas a articulação de Alcolumbre ampliou esse número para 42, o que reforça a importância do trabalho político para consolidar a rejeição.

A reprovação de Jorge Messias ao STF, articulada por Davi Alcolumbre, evidencia o jogo político complexo no Senado e influencia diretamente o cenário institucional e eleitoral brasileiro.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: AP) • Andressa Anholete/Agência Senado

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