Alcolumbre confronta Marinho sobre adiamento da PEC da Segurança

Presidente do Senado rebate senador cotado para presidir a casa em 2027 durante debate sobre tramitação de emenda constitucional

Alcolumbre confronta Marinho sobre adiamento da PEC da Segurança
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o senador Rogério Marinho (PL-RN) durante confronto no plenário

Presidente do Senado rebate senador sobre adiamento de votação da PEC da Segurança Pública em meio a impasse sobre redução da maioridade penal

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu o senador Rogério Marinho (PL-RN) durante discussão sobre a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta quinta-feira (16).

Alcolumbre anunciou o adiamento da votação da PEC em meio a impasse sobre a inclusão da redução da maioridade penal. Ao questionar a decisão, Marinho perguntou se a retirada da matéria de pauta havia sido a pedido do governo.

“Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da presidência do Senado Federal”, retrucou Alcolumbre.

Marinho prosseguiu questionando a base da decisão. “Baseado na decisão da presidência do Senado Federal”, respondeu Alcolumbre, afirmando seu poder discricionário.

O senador questionou o arbítrio na decisão e sugeriu a necessidade de mudança no regimento. Alcolumbre concordou: “Exatamente, vamos mudar”.

Marinho é coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e está entre os cotados para disputar a presidência do Senado em 2027.

Os dois também protagonizaram momento de tensão durante a votação sobre o perdão da dívida de microempreendedores individuais (MEIs). Marinho fez pronunciamento com críticas à gestão do Partido dos Trabalhadores, acusando a sigla de oportunismo eleitoral.

“Olha o que aconteceu no primeiro turno, olha como as bolsas reagiram, olha como o dólar caiu, olha como o juro da dívida futura caiu, porque o mercado entendeu que alguém com responsabilidade vai gerir as finanças públicas”, afirmou o senador.

Marinho defendeu que o ajuste nas finanças públicas seria resolvido com a saída do PT do poder. O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) o interrompeu, criticando a demora na fala e o foco em temas fora da discussão em pauta. Alcolumbre pediu que Marinho concluísse rapidamente.

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