Assessor da Presidência afirma que acusações só fazem sentido se referidas à Meta, empresa investigada por interferência eleitoral

Celso Amorim rebateu acusação de fraude nas eleições brasileiras feita por Donald Trump nesta segunda-feira (26), citando suspeitas sobre interferência da Meta
O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, rebateu nesta terça-feira (27) acusação de fraude nas eleições brasileiras feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Amorim, a suspeita só faz sentido “se ele está se referindo à Meta”.
A declaração do assessor referencia investigações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre possível interferência da big tech no processo eleitoral para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL). As denúncias foram judicializadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Donald Trump afirmou na segunda-feira (26), sem apresentar provas, que a votação para presidente do Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”. Mesmo assim, destacou que gosta de Lula e que se dá bem com o petista. A Casa Branca não se posicionou oficialmente para reconhecer a vitória do presidente brasileiro.
Em entrevista à CNN, Amorim afirmou que não existe reconhecimento de governos no Direito Internacional. “Espero que as relações sigam normais. Mas, se não for assim, estaremos preparados”, declarou.
Outros países reconheceram a votação e parabenizaram Lula. A China, França, Espanha, Portugal e Alemanha validaram o resultado. Nações da América do Sul comandadas por líderes de direita, como Chile, Peru e Colômbia, também reconheceram o desfecho. A Argentina, sob governo de Javier Milei, não se pronunciou.
Questionado sobre as eleições brasileiras, Trump afirmou ainda que achou “terrível” a imagem transmitida ao mundo. “Não tomei partido, mas a imagem que passou para o mundo foi péssima; é mais uma eleição — e você sabe, eleições precisam ser inquestionáveis —, por isso, para mim, a situação pareceu muito ruim.”



