Aumento de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabiliza reservatórios hidrelétricos após cinco meses de cobrança amarela

A bandeira tarifária voltará a ser verde em outubro, eliminando custos adicionais para milhões de brasileiros após cinco meses de bandeira amarela.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25) que a bandeira tarifária voltará a ser verde em outubro, eliminando custos adicionais para milhões de brasileiros.
A mudança encerra cinco meses consecutivos de bandeira amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Uma residência que consome 200 kWh por mês deixará de pagar R$ 3,77 referentes à bandeira tarifária. Para consumo de 300 kWh, a economia chega a R$ 5,66.
O valor economizado varia conforme o consumo individual: 100 kWh resulta em redução de R$ 1,89; 150 kWh de R$ 2,83; 250 kWh de R$ 4,71; 400 kWh de R$ 7,54; e 500 kWh de R$ 9,43. Esses valores refletem apenas o impacto da mudança de bandeira. A fatura final depende também de outros componentes tarifários, impostos, taxas e do consumo efetivo registrado.
Segundo a Aneel, a volta da bandeira verde decorre do aumento do volume de chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. As precipitações contribuíram para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Com melhores condições para geração hidrelétrica, diminui a necessidade de acionar fontes mais caras, como usinas termelétricas.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e indica mensalmente as condições de geração de energia no país. A bandeira verde não gera cobrança adicional. A bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh. A bandeira vermelha tem dois patamares: R$ 4,46 no primeiro e R$ 7,87 no segundo.



