Segundo análise, apenas 16% dos 167 países avaliados em 2025 são democracias plenas, incluindo nações que restringem liberdade de expressão

Colunista analisa conceitos de democracia e Estado de Direito, citando estudo que aponta apenas 26 países como democracias plenas
Um colunista analisa os fundamentos da democracia e questiona sua durabilidade como sistema de governo, citando estudos recentes que apontam fragilidades nas democracias contemporâneas.
Segundo dados da Economist Intelligence Unit (EIU), de 167 países avaliados no índice anual das democracias de 2025, apenas 26 são democracias plenas, o que representa apenas 16% do total. O levantamento inclui nações como Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, que conforme o texto têm implementado medidas cada vez mais autoritárias para controle da liberdade de expressão.
O colunista define democracia como um sistema político no qual o povo escolhe quem o governa através do voto. Segundo a análise, o teste da democracia se resume a uma pergunta: o poder máximo do país está nas mãos de representantes eleitos. O articulista ressalta que o confronto permanente entre os poderes é o segredo da liberdade, não palavras bonitas.
Um conceito associado, mas não equivalente à democracia, é o Estado de Direito, que significa um ambiente político-social no qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer coisa alguma senão em virtude de leis justas, aprovadas por representantes eleitos e aplicadas por um Judiciário independente e imparcial.
O colunista cita John Adams, um dos pais fundadores dos EUA, que afirmou: “Lembre-se: a democracia nunca dura muito. Ela logo se desgasta, se esgota e se mata. Jamais houve uma democracia que não tenha cometido suicídio”.
O debate sobre formas de governo não é recente. De acordo com o texto, Heródoto descreve em seu livro Histórias, escrito em 430 antes de Cristo, um debate entre conspiradores persas sobre como o país deveria ser governado após derrubarem um usurpador. As opções apresentadas foram a democracia, sugerida por Otanes; a aristocracia, defendida por Megabyzus; e a monarquia, proposta por Dario. O grupo escolheu a monarquia e Dario se tornou rei do império Persa.
O colunista aponta que construir uma democracia leva gerações, mas é possível destruí-la em pouco tempo.





