Balança comercial impulsiona estabilidade da conta corrente brasileira em abril de 2026

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superávit da balança compensa déficits em renda primária e serviços segundo economistas

Superávit da balança comercial em abril compensou déficits em renda primária e serviços, mantendo a estabilidade da conta corrente brasileira em 2026.

Balanço da balança comercial e seu impacto nas contas externas em abril de 2026

A balança comercial brasileira desempenhou papel fundamental na estabilidade da conta corrente em abril de 2026, refletindo um superávit de US$ 9,7 bilhões no mês. Este resultado compensou os déficits observados na renda primária e na conta de serviços, que pressionaram o déficit em transações correntes para US$ 1,8 bilhão, conforme dados divulgados pelo Banco Central. A economista Luiza Pinese, da XP, ressalta que o desempenho do comércio exterior, especialmente as exportações de petróleo bruto e soja, foi determinante para esse equilíbrio no curto prazo.

Principais elementos que influenciaram a balança comercial no mês de abril

O superávit da balança comercial em abril de 2026 foi impulsionado por volumes e preços elevados das commodities exportadas, com destaque para o petróleo bruto e a soja. No lado das importações, observou-se um adiantamento nas compras de veículos de passeio chineses, impactando o fluxo comercial. Essas movimentações indicam uma dinâmica comercial robusta, que sustenta a geração de superávit mesmo diante de pressões em outras rubricas do balanço de pagamentos.

Desafios na renda primária e serviços que pressionam o déficit externo

Apesar do desempenho positivo da balança comercial, a renda primária apresentou um déficit de US$ 6,8 bilhões em abril, acima das estimativas e do valor registrado no mesmo mês do ano anterior. Essa rubrica sofreu influência das saídas de renda geradas pelo estoque maior de investimentos diretos no país (IDP). Já a conta de serviços registrou déficit de US$ 5,0 bilhões, em crescimento em relação a abril de 2025, impulsionada principalmente por despesas com viagens internacionais, telecomunicações e aluguel de equipamentos, refletindo pressões estruturais no componente serviços da conta corrente.

Perspectiva para a conta corrente e a posição externa brasileira em 2026

Segundo os economistas consultados, a balança comercial deve continuar sendo o principal fator de melhora nas contas externas brasileiras ao longo de 2026, compensando déficits em renda primária e serviços. Leonardo Costa, do ASA, projeta um déficit em conta corrente relativamente estável, com modesta redução em relação a 2025. Já André Valério, do Inter, destaca que a posição externa permanece confortável, sustentada pelos ingressos líquidos elevados de investimentos diretos, que somaram US$ 8,9 bilhões em abril, garantindo financiamento amplo para o déficit em transações correntes.

Fatores estruturais e riscos na dinâmica financeira externa do Brasil

Apesar da posição externa confortável, há atenção para a tendência de saída de capitais por meio de stablecoins, que ultrapassa US$ 20 bilhões acumulados em 12 meses. Embora esse movimento possa pressionar o equilíbrio externo, o contexto atual de atração de recursos em dólares para financiar o déficit em conta corrente do Brasil mantém a estabilidade financeira. A economista Luiza Pinese também ressalta os aspectos positivos que sustentam o fluxo de investimentos, como a diversidade do parque industrial brasileiro, a matriz energética limpa e a presença das maiores reservas mundiais de terras raras.

Fonte: www.infomoney.com.br

Fonte: Divulgação

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