Joachim Nagel alertou sobre dependências críticas de importação e pressão competitiva crescente do país asiático

Presidente do BC da Alemanha afirma que China combina laços comerciais fortes com dependências críticas de importação e pressão competitiva
Joachim Nagel, dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco Central da Alemanha (Bundesbank), afirmou que a China é um dos parceiros econômicos mais importantes da Europa, mas também “um dos mais complexos”. O discurso ocorreu neste sábado (17).
Segundo Nagel, o país asiático combina fortes laços comerciais com dependências críticas de importação e pressão competitiva crescente. Ele ponderou que a China é fonte relevante de bens e um mercado importante para exportações europeias, enquanto se tornou um competidor industrial poderoso e um potencial fator de risco em itens essenciais.
O presidente do BC alemão observou que a União Europeia (UE) tem aprofundado relações comerciais baseadas em regras com países como Japão, Coreia do Sul, Singapura e Vietnã. Nagel citou ainda que a Índia ganha importância por seu crescimento e tamanho de mercado. Além de comércio e investimento, o dirigente mencionou cooperação em pesquisa, desenvolvimento e produção conjunta.
Nagel defendeu que não existe uma estratégia única da Europa em relação à Ásia. Para ele, a prioridade deve ser fortalecer a resiliência e a diversificação das relações com a China, ao mesmo tempo em que se avança na integração baseada em regras com um grupo mais amplo de parceiros asiáticos.
O dirigente acrescentou que, mesmo mantendo abertura, a Europa precisa priorizar o fortalecimento de sua competitividade e soberania, inclusive para permanecer indispensável em partes críticas das cadeias globais de valor. Nagel citou o exemplo da ASML e sua tecnologia de litografia, essencial para a produção em massa de chips, e a cooperação de longa data com a TSMC como ilustração de como empresas altamente especializadas de Europa e Ásia se beneficiam mutuamente.



