Pesquisa da Vox Radar analisou 180 mil comentários e mostrou que apenas 0,04% da base bolsonarista disse deixar de votar no senador

Levantamento da Vox Radar divulgado nesta sexta-feira (25) aponta que publicações associando Flávio a projeto sobre Nossa Senhora Aparecida tiveram efeito limitado
Publicações que associaram o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um projeto de lei pedindo a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país tiveram impacto moderado em sua campanha, conforme aponta levantamento da Vox Radar divulgado nesta sexta-feira (25).
O instituto coletou cerca de 180 mil comentários entre as 21h de quinta-feira (24) e 16h50 desta sexta-feira. Deste montante, 74% falaram sobre o boato, mas o posicionamento seguiu o lado político de quem comentava, com exceção de quem não tinha lado identificado.
Segundo a pesquisa, o episódio gerou três sinais de pressão: o boato chegou nos internautas sem lado definido e nos católicos; dominou as curtidas, principalmente das citações que acreditavam na associação; e fez com que Flávio se mobilizasse para desmentir a informação por meio de suas redes sociais, coletiva de imprensa e notícia-crime no Ministério Público Eleitoral.
Entretanto, não houve sinalização nas redes sociais de que o boato tenha virado voto de eleitores da base bolsonarista. Apenas 68 comentários (0,04% da base analisada) afirmaram ter deixado de votar em Flávio, sendo que seis desses comentários repetiram texto alheio. A base de Flávio também não se abalou, segundo o levantamento.
Dentre os 28 mil comentários do post em que o candidato desmente o boato, 93% são de eleitores da direita. Ainda que o impacto tenha sido limitado, a Vox Radar chamou atenção para o risco presente no católico sem lado, que não comenta mudança de voto, mas curte comentários como “será que os católicos vão continuar apoiando Flávio?”.
A categoria “direita bolsonarista” fez 84 mil comentários, sendo que daqueles que falaram sobre o boato, 72% desmentem que Flávio é autor do projeto. Do lado da “esquerda lulista”, dos 50 mil comentários, 65% manifestaram acreditar no boato e apenas 1% se declarou estar em dúvida.
Os perfis que não apresentaram lado político identificável tiveram 44 mil citações: 32% delas acreditavam no boato, enquanto 9% desmentiam e 4% duvidavam. A direita venceu no volume de comentários e escreveu 1,4 vezes mais comentários desmentindo a informação. Por outro lado, quem acreditava nas informações somou 2,2 mais curtidas, dando ressonância ao boato.



