Petróleo Brent avança 3,61% após ataque houthi a aeroporto saudita; pesquisa eleitoral movimenta mercado brasileiro

A Bolsa de Valores fechou em alta de 0,94%, aos 206.222 pontos, enquanto o dólar subiu 0,20%, cotado a R$ 5,024.
A Bolsa de Valores brasileira fechou nesta quinta-feira (8) em alta de 0,94%, aos 206.222 pontos. O dólar fechou em alta de 0,20%, cotado a R$ 5,024.
As altas ocorreram com o avanço do petróleo no exterior e em meio à expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais. Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o movimento reflete um ajuste após os ralis recentes dos ativos brasileiros, enquanto a entrada de fluxo estrangeiro ajuda a limitar a pressão exercida pelos juros mais altos nas economias desenvolvidas.
O petróleo acompanhou as tensões no Oriente Médio. Às 17h09, o Brent, referência internacional, subia 3,61%, a US$ 103,80. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam em alta de 2,11%, a R$ 55,48.
Há temor de novos ataques dos Estados Unidos após reportagem da revista The Atlantic afirmar que o presidente Donald Trump estaria considerando uma ofensiva contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro. Segundo a publicação, a Casa Branca teria pedido ao Pentágono que elaborasse opções para atacar instalações iranianas antes da votação.
Um ataque com mísseis dos rebeldes houthis do Iêmen destruiu nesta quinta-feira um avião da estatal saudita Saudia no aeroporto internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita. O incidente ocorre em meio à intensificação dos ataques dos houthis, aliados do Irã, contra a Arábia Saudita.
Segundo os houthis, dois mísseis balísticos foram disparados contra o aeroporto Rei Khalid. O governo local confirmou apenas que um míssil foi interceptado e que seus destroços atingiram instalações civis. Nesta semana, o governo saudita havia confirmado a morte de três pessoas em ações contra aeroportos, uma delas em Riad.
Antes do início do conflito entre EUA e Israel e o Irã, o estreito de Hormuz era responsável por cerca de 20% da circulação mundial de petróleo. A possibilidade de uma nova escalada aumenta os temores de interrupção do fluxo e de uma inflação global mais persistente.



