Bove cobra mobilização da direita no segundo turno e questiona permanência de Motta na Câmara

Deputado estadual reeleito pelo PL-SP diz que rumos da disputa presidencial definirão articulação pela presidência da Casa em 2027

Bove cobra mobilização da direita no segundo turno e questiona permanência de Motta na Câmara
Lucas Bove durante entrevista

Deputado reeleito Lucas Bove (PL-SP) cobra dos parlamentares de direita atuação intensa até o fim do segundo turno e questiona futuro de Hugo Motta na Câmara.

O deputado estadual reeleito Lucas Bove (PL-SP), próximo à família Bolsonaro, disse que a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados em 2027 começou antes da posse dos novos parlamentares. A mobilização pela Casa ocorre entre o Centrão, que trabalha para garantir a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) no comando, e a direita, que reivindica maior influência no Legislativo após sua performance nas urnas.

Bove cobrou dos parlamentares eleitos sob as pautas da direita uma atuação intensa no segundo turno da eleição presidencial. “Os parlamentares, principalmente aqueles eleitos sob as pautas da direita, têm obrigação de continuar trabalhando no segundo turno como se fossem suas próprias eleições”, afirmou em entrevista exclusiva.

Segundo o deputado, essa mobilização é necessária para evitar a continuidade do governo Lula. “Afinal, todos foram eleitos para melhorar a vida da população brasileira e isso não será possível caso Lula siga na presidência”, argumentou.

Para Bove, o desfecho da disputa presidencial determinará os rumos da articulação pela presidência da Câmara. Ele avaliou que uma eventual reeleição de Lula favoreceria a permanência de Motta no comando da Casa. Uma vitória de Flávio Bolsonaro, por sua vez, abriria caminho para que a direita defendesse outro nome.

Bove mencionou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) como possível candidato. “Na remota hipótese de reeleição de Lula, certamente seria um candidato viável. Entretanto, em se confirmando a eleição de Flávio, sem dúvidas trabalharemos por um nome alinhado às nossas pautas, como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), por exemplo”, declarou.

Bove avaliou que Motta fez uma escolha política e terá de lidar com suas consequências. “Motta fez uma escolha política, sabe dos ônus e bônus disso, e vai colher os frutos disso”, disse.

O deputado também projetou uma nova correlação de forças no Senado em torno de eventuais processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Segundo Bove, entre 49 e 54 senadores seriam favoráveis ao afastamento de ministros que tenham cometido ilegalidades. Para que essa possibilidade avance, contudo, seria necessário que o resultado da eleição presidencial definisse melhor essa correlação.

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