Acordo prevê suspensão automática de exportações ao maior importador brasileiro. China respondeu por 420 mil toneladas de janeiro a setembro.

Acordo com China prevê autoembargo de exportações de carne de frango em caso de Doença de Newcastle, confirmada em granja de perus em Santa Catarina.
Um acordo assinado com a China prevê que as exportações de carnes de aves brasileiras sejam suspensas em caso de Doença de Newcastle, como a confirmada em uma granja de perus em Santa Catarina no domingo, informou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, nesta segunda-feira.
O chamado ‘autoembargo’ das exportações faz parte do acordo com o maior mercado importador de carne de frango do Brasil, que é o principal exportador global desse produto. De janeiro a setembro, a China respondeu por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne de frango, ou 420 mil toneladas, segundo dados do governo brasileiro.
“Alguns países, como a China, se tiver uma dessas doenças (Newcastle ou gripe aviária), o Brasil precisa suspender as exportações, para ela definir como vai ficar a regionalização (do embargo).”
A partir do autoembargo, a China costuma definir como fica o embargo, se restrito apenas à região ou ao Estado atingido pelo foco da doença, explicou Santin. Poucos países têm esse acordo de ‘autoembargo’, enquanto a maioria dos importadores deve embargar a carne da área do foco, restrita a um raio de 10 quilômetros.
Um embargo restrito ao local do foco atenuaria as perdas, já que Santa Catarina responde por pouco mais de 20% das exportações brasileiras de carne de frango. O Estado é uma das principais regiões produtoras de proteína animal no país.
Santin afirmou que, neste momento, é difícil fazer uma projeção de prejuízos decorrentes do foco de Doença de Newcastle confirmado na propriedade avícola catarinense. A associação aguarda definições da China sobre a abrangência geográfica do embargo e o impacto nas operações comerciais brasileiras.



