Brasil negocia redução de tarifas dos EUA em encontro do G-20 em Wisconsin

Ministério das Relações Exteriores e Desenvolvimento já agendaram conversa paralela com representante comercial americano para próxima semana

Brasil negocia redução de tarifas dos EUA em encontro do G-20 em Wisconsin
Brasil e EUA buscam acordo comercial em negociações do G-20. Foto: Roberto de Lira

Brasil terá nova rodada de negociação com EUA sobre tarifas durante encontro de ministros do G-20 em Milwaukee entre 30 de setembro e 1º de outubro

O Brasil terá uma nova oportunidade de negociar um acordo comercial para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos durante a reunião de ministros do Comércio do G-20, que acontecerá em Milwaukee, no estado americano do Wisconsin, entre 30 de setembro e 1º de outubro.

Os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) já acertaram desde o início do mês uma agenda paralela com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Para o especialista em comércio exterior Jackson Campos, o impacto comercial de qualquer entendimento entre as partes só pode ser dimensionado quando forem definidos quanto cada produto pagará para entrar nos EUA e a partir de quando.

“Há uma diferença entre retomar as conversas e mudar o custo de uma exportação. A reunião no G20 pode esclarecer o alcance de um eventual acordo, mas ainda não há redução tarifária confirmada. Para as empresas, o efeito dependerá dos produtos contemplados e da data de aplicação”, afirma Campos.

O especialista destaca ainda a necessidade de distinguir as cobranças envolvidas nas negociações. “Uma retirada da sobretaxa de 25% não elimina, por si só, os 12,5% ou outras tarifas aplicáveis. Para quem tem contratos em andamento e mercadorias em trânsito, as regras de implementação fazem diferença no resultado da operação”, afirma, ressalvando que “o risco é embarcar com uma expectativa de custo e encontrar outro tratamento na chegada”.

Quanto às consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), Campos explica que elas seguem um procedimento próprio e não representam alívio imediato na alfândega. Uma negociação parcial pode reduzir custos para determinados setores e manter outros expostos às tarifas atuais.

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