Ministro Guilherme Boulos participou das tratativas. Acordo integra série de anúncios do governo federal a 9 dias do segundo turno.

Caixa Econômica Federal e Corinthians assinaram acordo de confidencialidade nesta sexta-feira (16) sobre renegociação de dívida de R$ 660 milhões.
A Caixa Econômica Federal e o Corinthians avançaram nesta sexta-feira (16) no acordo de renegociação das dívidas da Arena Corinthians. O clube tem uma dívida de cerca de R$ 660 milhões com o banco estatal.
Houve a assinatura de acordo de confidencialidade sobre as tratativas entre o clube e a instituição. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, esteve presente no encontro.
O anúncio integra uma série de benefícios anunciados pelo governo federal neste período eleitoral, aos 9 dias do segundo turno. O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou querer dar à população “tudo que não demos”.
Segundo Alexandre Bissoli, advogado especialista em Direito Eleitoral e Partidário, “o governo tenta, usando dinheiro de uma empresa totalmente estatal, fazer o socorro de um clube, de um time de futebol, para tentar resgatar a relação com sua torcida, que é de milhões de pessoas, para recompor um prejuízo de imagem que provavelmente tenha causado com a proibição de bets junto a esses torcedores, a esse clube e a esses atletas”.
O governo federal tem anunciado diversos benefícios desde o período que antecedeu o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Às vésperas daquela data, em 17 de setembro, o presidente anunciou o reajuste do Bolsa Família em 15%, com o piso do benefício passando de R$ 600 para R$ 691.
Oito dias depois, em 25 de setembro, o governo proibiu os cassinos on-line e as casas de apostas esportivas. No mesmo dia, lançou o Desenrola 3.0, um programa para renegociar dívidas com expectativa de renegociar R$ 150 bilhões com deságios mínimos de 90%.
Após o primeiro turno, o governo anunciou mais cinco medidas. No dia 9 de outubro, zeralizou os impostos federais sobre a gasolina por um mês. Quatro dias depois, lançou o “Prospera MEI”, um pacote de cinco medidas voltadas aos microempreendedores individuais.



