Candidato realizou live com líderes religiosos após boato falso que associou seu nome a projeto de 2007 arquivado há 18 anos

A campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para conter efeitos políticos de informação falsa que o associou à intenção de retirar título de Nossa Senhora Aparecida
A campanha de Flávio Bolsonaro trabalha para conter os efeitos políticos de uma informação falsa que o associou à suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, neste domingo (27).
No sábado (26), o candidato realizou uma live com líderes religiosos de diferentes tradições. Entre os convidados estavam Padre Kelmon, que disputou a Presidência em 2022, o pastor Ramon Lima, o reverendo anglicano Aldo Quintão e Sérgio Pina, pai de santo ligado à cantora Anitta.
A GloboNews corrigiu a informação e pediu desculpas, esclarecendo que o projeto mencionado havia sido apresentado e arquivado quase duas décadas antes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção das publicações que tratavam a informação como verdadeira. Apesar das correções, a narrativa continuou a circular nas redes sociais e passou a ser explorada na disputa eleitoral.
A origem da crise foi um comentário feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes durante o programa Em Pauta, da GloboNews. Ela associou Flávio a um projeto para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. O projeto citado, porém, não é de autoria do candidato e foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli. A proposta foi arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008.
Flávio reagiu imediatamente nas redes sociais e negou qualquer intenção. A reação da campanha ganhou uma segunda frente de ataques nas redes sociais. Perfis ligados à esquerda passaram a impulsionar no X a expressão “católicos censurados”, em referência à determinação do ministro André Mendonça para que plataformas removam publicações sobre o boato.
A transmissão da live amplia o discurso da campanha para além da relação de Flávio com o eleitorado evangélico, reunindo representantes de diferentes tradições religiosas. A escolha dos convidados ocorre em meio à tentativa de reforçar a defesa da liberdade religiosa e responder à narrativa que o colocou no centro da controvérsia envolvendo devoção católica.



