Cabo da PM vira réu por matar casal de mulheres a tiros em Cariacica

Justiça do Espírito Santo recebeu denúncia por dois homicídios qualificados. Policial estava afastado das ruas por responder a outro processo de morte de mulher trans

Cabo da PM vira réu por matar casal de mulheres a tiros em Cariacica
Cabo da PM Luiz Gustavo Xavier do Vale virou réu após matar casal de mulheres. Foto: ES: cabo da PM vira réu por matar casal de mulheres a tiros no meio da rua

Cabo da PM Luiz Gustavo Xavier do Vale se tornou réu por matar duas mulheres em abril no bairro Cruzeiro do Sul. Crimes tiveram qualificadoras de motivo fútil e abuso de poder

O cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale se tornou réu por matar a tiros um casal de mulheres em Cariacica, na Grande Vitória (ES). A Justiça do Espírito Santo recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado (MPES) nesta quinta-feira (27), que acusa o policial de dois homicídios qualificados. Daniele Toneto Rocha, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, foram mortas em 8 de abril, no bairro Cruzeiro do Sul. O cabo está preso desde o dia do crime.

Segundo o MPES, os homicídios tiveram como qualificadoras motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. A Promotoria também aponta que os crimes foram cometidos com abuso de poder, com uso das prerrogativas e da autoridade decorrentes da função de policial militar, além de uma viatura e do armamento da corporação.

Com o recebimento da denúncia, Luiz Gustavo passa à condição de réu. A Justiça também acolheu o pedido do MPES para manter a prisão preventiva do acusado.

O duplo homicídio ocorreu por volta das 10h30, na Rua Cinco de Maio. Daniele e Francisca eram vizinhas da ex-mulher do policial. As três haviam se envolvido em um desentendimento pouco antes do crime. Segundo o caso, a ex-companheira chamou o policial para intervir na discussão.

Luiz Gustavo foi até o endereço em uma viatura, acompanhado de outros policiais. Ele estava fardado e, de acordo com a denúncia, atuava em uma função interna e estava afastado das ruas por responder a outro processo relacionado à morte de uma mulher trans, em 2022. As vítimas estavam sentadas na calçada, do outro lado da rua, quando a equipe chegou.

Agora na condição de réu, o caso segue para a fase de instrução e julgamento no tribunal de justiça estadual. O acusado permanece encarcerado aguardando os próximos trâmites do processo.

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