Maior índice de recandidaturas desde 2002 pode reduzir renovação para menos de 80%, segundo estudo do Diap

Eleições para o Senado marcadas para outubro têm 32 candidatos à reeleição, maior número desde 2002. Renovação ameaçada pode impactar controle da pauta
O Senado Federal tem 32 senadores disputando reeleição nas eleições de outubro, marcando o maior índice de recandidaturas desde 2002. De acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a previsão em julho era de até 35 senadores na corrida eleitoral, mas o processo de registro das chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 32 nomes.
Entre os 315 candidatos que disputam vagas no Senado em todo o país, 10% são senadores em exercício tentando a reeleição. Os recandidatos incluem nomes como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Cid Gomes (PSB-CE).
A renovação da Casa Alta é vista como central na disputa política. A expectativa é que até dois terços das 54 cadeiras sejam renovados, permitindo que a oposição controle a pauta e leve à votação a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nas eleições de 2018 e 2022, o índice de renovação do Senado ultrapassou 80%. Se o indicador for mantido em outubro, a tendência é que a Casa Alta tenha pelo menos 43 novos senadores, segundo o Diap. As eleições de 1994, 1998 e 2014 tiveram os menores índices de recandidaturas com 37,03%.
O PL é o partido com mais candidatos no país, com 33 nomes. Atualmente, a legenda tem 15 senadores. Com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, a direita conservadora iniciou movimento para ocupar a maior parte das cadeiras. Em 2022, foram eleitos nomes como Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN), Jorge Seif (PL-SC), Sérgio Moro (PL-PR), Tereza Cristina (PP-MS), Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES).



