Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio Bolsonaro nas eleições

PT acionou TSE e apresentou denúncia à ANPD. Segundo a campanha, página de Flávio teve 2,96 vezes mais engajamento

Campanha de Lula acusa Meta de favorecer Flávio Bolsonaro nas eleições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert.

A campanha do presidente Lula divulgou nota acusando a Meta de tentar interferir nas eleições brasileiras para favorecer Flávio Bolsonaro.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nota neste sábado (10) acusando a Meta de tentar interferir nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o comunicado, a campanha acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e apresentou denúncia contra a Meta à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).

De acordo com a equipe de Lula, a plataforma estaria favorecendo a candidatura de Flávio Bolsonaro ao restringir o impulsionamento e a entrega de postagens do presidente, reduzindo seu alcance apesar de sua base de seguidores ser superior à do senador. A campanha argumenta que a medida prejudica o atual mandatário nas redes sociais da empresa.

“O documento, produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos”, afirma a campanha em nota.

Segundo a equipe de Lula, a suposta interferência teria começado em dezembro do ano passado, quando a Câmara dos Deputados votava a possibilidade de redução de penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados por tentativa de golpe de Estado. A campanha afirma que naquela época a página do presidente e lideranças de esquerda foram “subitamente retiradas do mecanismo de buscas do Instagram e a localização dos seus perfis nessa rede social foi limitada”.

Nas eleições de 2026, a campanha relata que a conta de anúncio do candidato chegou a ser retirada do ar, publicações tiveram interrupção no número de visualizações, impactando o alcance, e na sexta-feira (9) o perfil do presidente foi impedido de usar a modalidade de impulsionamento nos conteúdos publicados no Instagram. Em todas as ocasiões, segundo a campanha, a Meta teria alegado “problemas técnicos”.

“No início desta semana, na disputa pelo segundo turno presidencial no Brasil, quando iniciamos uma nova e bem sucedida fase da nossa campanha digital, denunciamos que o algoritmo da Meta privilegiava a candidatura da direita, prejudicando o engajamento das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais da empresa”, destacam.

O senador e coordenador de campanha Camilo Santana (PT-CE) afirmou que Lula tem sofrido prejuízos no processo eleitoral devido às implicações com a plataforma.

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