A cinco dias do primeiro turno, pesquisa Quaest mostra Lula com 39% e Flávio com 34% das intenções de voto

A cinco dias do primeiro turno, a campanha de Lula avalia que chega ao melhor momento da corrida eleitoral, enquanto Flávio concentra esforços em desmentir notícia falsa
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que chega ao seu melhor momento na corrida eleitoral a cinco dias do primeiro turno.
Segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28), Lula apareceu com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 37% na rodada anterior. Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 33% para 34%. As oscilações ficaram dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na simulação de segundo turno, os dois estão empatados, com 42% cada um. A pesquisa ainda apontou que a aprovação do governo Lula oscilou de 44% na semana passada para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 50% para 49%.
Para integrantes da campanha petista, o resultado mede o impacto do pacote de bondades anunciado pelo governo, como o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, a proibição das bets e dos cassinos on-line e o novo Desenrola 3.0, além da promessa de fornecimento de canetas emagrecedoras no SUS (Sistema Único de Saúde).
Flávio concentra esforços em sair da crise provocada pela notícia falsa de que retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Nesta segunda-feira, o senador realizou uma série de movimentos para afastar a informação. Em São Paulo, durante agenda ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. À noite, participou do “Santo Flow”, podcast católico.
A campanha também divulgou uma explicação para a declaração de Flávio, em agosto, de que, se eleito, decretaria que o Brasil é “do Senhor Jesus Cristo”. De acordo com a assessoria, o candidato do PL fará uma oração antes da leitura do termo de posse.
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil, liderado pelo pastor Silas Malafaia, divulgou nota em defesa de Flávio. O grupo acusou Lula e seus apoiadores de promover uma “guerra religiosa” entre católicos e evangélicos.



