Integrantes do time de campanha temem que novas manifestações sobre o Supremo alimentem sentimento antissistema durante o segundo turno

Integrantes da campanha presidencial orientaram Lula a não mais se manifestar sobre a crise no Supremo Tribunal Federal durante o segundo turno.
Integrantes da campanha do presidente Lula orientaram-no a evitar novas manifestações sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, segundo interlocutores ouvidos pela CNN. A recomendação é retirar, de vez, o STF do debate eleitoral para que os discursos presidenciais se concentrem em problemas reais dos brasileiros.
A cúpula da campanha mantém alerta sobre a repercussão da crise institucional. A avaliação é que qualquer nova sessão do STF durante a disputa eleitoral prejudicará Lula novamente. A ordem, conforme a CNN apurou, é não falar mais sobre o Supremo.
O alerta da campanha aumentou após Lula elogiar o ministro Alexandre de Moraes por sua atuação em defesa da democracia e fazer críticas ao ministro André Mendonça pelo que considerou vazamento de informações seletivas de investigações como Master e INSS. Embora aliados reconheçam que o presidente procurou defender as instituições, a leitura da campanha é diferente.
“O Supremo tem que sair de vista”, disse um integrante forte da campanha.
Aliados admitem que Lula teve interrompido o impulso de crescimento que buscava na reta final do primeiro turno. Segundo a campanha, qualquer manifestação sobre a Corte manterá viva uma crise que alimenta o sentimento antissistema e resgata o antipetismo.
A estratégia agora é devolver o debate à vida dos brasileiros. Os temas prioritários incluem o fim da escala 6×1, a valorização do salário mínimo, a defesa do SUS, o combate ao endividamento das famílias, as bets e segurança pública.
A campanha também pretende aumentar as comparações entre Lula e Flávio Bolsonaro, apresentando a disputa como a escolha entre a experiência de um estadista e um adversário associado às milícias.





