Campanhas de Flávio e Lula veem eleição em aberto após pesquisas desta quarta

Equipes dos candidatos avaliam votos cristalizados nos dois polos, com 60% do eleitorado do primeiro turno favorável a Flávio

Campanhas de Flávio e Lula veem eleição em aberto após pesquisas desta quarta
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Estadão Conteúdo/Ricardo Stuckert/PR

As campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula interpretam pesquisas divulgadas nesta quarta como indicativo de eleição em aberto, com chances de vitória para ambos

As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT) interpretam as pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (21) como indicativo de uma eleição “em aberto”, com possibilidade de vitória tanto de um quanto de outro.

Do lado de Flávio, a percepção é de que os votos estão cristalizados nos dois polos, com pouca margem de manobra para conversão de novos votos, segundo fontes próximas ao candidato. A campanha também entende que a taxa de abstenção não será uma variável importante.

As mesmas fontes avaliam que o voto decisivo é o do eleitor que foi às urnas no primeiro turno para votar em outros candidatos. Segundo essa análise, cerca de 60% desse eleitorado vota em Flávio, 30% em Lula e 10% não devem votar.

Fontes próximas ao candidato também entendem que o fato de Lula ser o incumbente e ter a máquina administrativa a seu favor o ajudou nos últimos dias, com medidas sendo implementadas a poucos dias do segundo turno — como o pagamento do reajuste do Bolsa Família — e inquéritos contra Flávio Bolsonaro avançando, a exemplo do que apura a relação do senador com o advogado Willer Thomaz.

Do lado de Lula, a percepção é um pouco distinta. A leitura é de que o presidente conseguiu recuperar espaço porque pontos considerados negativos de Flávio foram expostos, como a mudança de posição na PEC do fim da escala 6×1 e o que petistas consideram risco de perdas de direitos sociais a partir do plano econômico que sua campanha pretende implementar.

Os dados aparecem na pesquisa Quaest, com uma taxa de rejeição de Flávio de 52%, superior à de Lula, de 47%.

Petistas avaliam que quem se absteve no primeiro turno continua sendo determinante para definir o resultado, tanto quanto — embora em menor grau — aquele que possa repensar seu voto em razão da campanha negativa contra Flávio, que deve continuar até domingo. Segundo uma fonte da campanha do presidente, a ideia central é focar em “Willer Thomaz, Bolsa Família e tesouraço”.

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