Equipes de PT e PL defendem unificação de compras de armamentos e integração entre Exército, Aeronáutica e Marinha.

Auxiliares de Lula e núcleo da campanha de Flávio Bolsonaro concordam em necessidade de reformular o funcionamento da pasta após eleições de 25 de outubro.
Tanto auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o núcleo da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preveem uma reformulação no Ministério da Defesa no próximo governo, qualquer que seja o vencedor das eleições de 25 de outubro. Com 27 anos de existência, a pasta deverá passar por um processo de reestruturação.
Uma das ideias em comum das duas campanhas é unificar as aquisições de materiais bélicos ou, pelo menos, restringir a autonomia de cada uma das Forças para negociar individualmente seus grandes contratos de reaparelhamento. Segundo as equipes de Lula e Flávio, existe menos “interoperabilidade” entre Exército, Aeronáutica e Marinha do que o desejado, ou seja, pouca capacidade de comandos, comunicações, sistemas, armamentos e tropas atuarem de forma conjunta e integrada.
Atualmente, cada uma das três forças mantém um escritório próprio de compras no exterior e assessoria parlamentar independente no Congresso Nacional. Essa estrutura também poderia ser unificada, segundo as duas campanhas. Em menor ou maior grau, as equipes de Lula e Flávio pretendem revisar esses pontos.
Outra possível mudança citada pelas campanhas é a substituição do ministro da Defesa quando ele estiver temporariamente ausente. Hoje, em vez de o secretário-geral assumir a pasta interinamente nessas situações, como ocorre em todos os demais ministérios, ela é chefiada por um dos comandantes das Forças Armadas, em sistema de rodízio.



