Cármen Lúcia defende democracia como conquista que exige proteção diária

Ministra do STF alertou para riscos da polarização durante abertura de semana acadêmica na UFSC em Santa Catarina

Cármen Lúcia defende democracia como conquista que exige proteção diária
Ministra Cármen Lúcia durante palestra na UFSC. Foto: Alessandra Flores/CNN — Foto: Ministra Cármen Lúcia durante palestra na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)  • Alessandra Flores/CNN

Ministra do STF afirma que democracia exige defesa permanente e alerta sobre intolerância política e polarização durante evento acadêmico

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta terça-feira (20) que a democracia “não é uma conquista definitiva e precisa ser defendida todos os dias”. A fala ocorreu durante palestra que abriu a 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o tema “A Justiça Delas”.

A ministra alertou para os riscos da intolerância política e da polarização, que podem aprofundar divisões sociais. De acordo com Cármen Lúcia, a democracia exige defesa permanente da liberdade, dos direitos fundamentais e da convivência entre pessoas que pensam de maneira diferente.

“A democracia exige a defesa permanente da liberdade, dos direitos fundamentais e da convivência entre pessoas que pensam de maneira diferente. O diálogo e o respeito às opiniões divergentes são essenciais para preservar o pluralismo democrático.”

A vice-reitora da UFSC, Felipa Amadigi, destacou a importância das reflexões para a comunidade universitária e para a sociedade. Segundo ela, a escolha da ministra para a abertura do evento aproxima a produção do conhecimento de temas fundamentais, como direito e justiça. “A ministra traz vários pontos cruciais na defesa da democracia, na defesa da sociedade e na construção dessas relações humanas, para que a gente não perca o respeito pelo outro”, afirmou Amadigi.

A palestra também abordou desigualdades de gênero, misoginia e violência contra as mulheres. Cármen Lúcia destacou a distância entre os direitos garantidos pela Constituição de 1988 e a realidade brasileira. A ministra defendeu também o papel da educação pública na construção de uma sociedade mais justa e a autonomia administrativa e financeira das universidades públicas, com garantia de recursos para ensino e pesquisa.

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