Votação apertada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez depende de validação de atas do exterior e análise em tribunais eleitorais regionais

Disputa presidencial no Peru permanece aberta com Keiko Fujimori à frente por 37 mil votos. Atas contestadas do exterior aguardam validação em tribunais eleitorais.
A validação das últimas cédulas pendentes no Peru segue travada, impedindo o encerramento oficial da eleição presidencial realizada em 7 de junho. A falta de certificação de votos disputados mantém a disputa aberta entre os dois candidatos, mesmo com Keiko Fujimori mantendo uma estreita vantagem numérica nos registros parciais.
Origem das atas não resolvidas
A maioria das cédulas pendentes origina-se de votações realizadas no exterior, através de consulados e seções eleitorais localizadas fora do território peruano. Essas atas ainda não receberam validação oficial da Justiça eleitoral, impossibilitando sua inclusão na contagem definitiva. Além dos votos internacionais, outras cédulas contestadas continuam sob escrutínio judicial, aguardando decisões finais antes de serem computadas.
Tribunais regionais enfrentam acúmulo de processos
Os Jurados Eleitorais Especiais (JEE), equivalentes a uma estrutura híbrida entre tribunais regionais e juízos de primeira instância, assumem a responsabilidade de validar ou rejeitar questionamentos sobre votos. Cinco regiões concentram o volume maior de processos pendentes: Lima Este 1 na região metropolitana, Arequipa 1, Trujillo em La Libertad, Tambopata em Madre de Dios e Coronel Portillo na Amazônia peruana. Dois desses tribunais apresentam atrasos mais acentuados, com Lima Este 1 e Arequipa 1 ainda resolvendo apenas 40% dos casos pendentes.
Diferença mínima mantém incerteza
A votação prossegue extremamente disputada. Fujimori acumula 9.145.388 votos contra 9.108.303 votos de Sánchez, representando margem de apenas 37.085 votos. Com 99,243% das urnas processadas até o fim da tarde de quarta-feira, ambos os candidatos evitaram declarar-se vencedores. Fujimori advertiu apoiadores sobre “dias longos pela frente”, enquanto Sánchez caracterizou a competição como “empate técnico” com resultado ainda em aberto.
Poder legislativo aponta tendência
No Congresso, a coalizão apoiadora de Fujimori conquistou 41 cadeiras, superando o bloco de Sánchez com 32 assentos. Esse desempenho legislativo contrasta com a margem presidencial mínima, sugerindo fragmentação política na assembleia. A conclusão da contagem de votos presidenciais depende unicamente da finalização das análises dos tribunais eleitorais regionais nos próximos dias.


