Ex-deputado mantém candidatura como primeiro suplente da chapa de André do Prado ao Senado por São Paulo, após condenação do STF

Condenado pelo STF, Eduardo Bolsonaro reafirma intenção de concorrer como primeiro suplente na chapa encabeçada por André do Prado ao Senado de São Paulo.
Pré-candidato reafirma permanência na disputa eleitoral paulista
Eduardo Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por coação relacionada à trama golpista, confirmou sua continuidade como primeiro suplente na chapa que tem André do Prado como pré-candidato principal ao Senado por São Paulo. A decisão contraria a inelegibilidade imposta pela corte e demonstra estratégia de manutenção de poder político mesmo diante de sanções judiciais.
Estrutura da chapa e distribuição de candidaturas
A estratégia do PL em São Paulo concentra esforços em candidaturas específicas. André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, encabeça a disputa como segundo candidato ao Senado, acompanhado por Guilherme Derrit do PP. Eduardo Bolsonaro ocupará a primeira suplência, enquanto Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, assume a segunda vaga. O partido deve concentrar candidaturas majoritárias sob a liderança de Tarcísio de Freitas.
Penas impostas e restrições legais
A sentença contra Eduardo Bolsonaro estabeleceu reclusão de quatro anos e dois meses em regime semiaberto, além de pagamento de 50 dias-multa no valor de R$ 162,1 mil. A inelegibilidade por oito anos impede sua participação direta em pleitos, justificando a opção pela suplência. A perda do cargo de escrivão da Polícia Federal complementa as sanções, redimensionando sua atuação profissional.
Acusações originais e contexto da condenação
Segundo investigações, Eduardo Bolsonaro teria articulado pressões internacionais contra instituições brasileiras. A denúncia aponta que ele trabalhou para viabilizar medidas norte-americanas contra o Brasil, incluindo sanções comerciais, aplicação da Lei Magnitsky contra ministros do STF e revogação de vistos diplomáticos. O objetivo seria coagir o Poder Judiciário a alterar decisões contra grupos políticos específicos.
Posicionamento sobre sanções internacionais
Eduardo Bolsonaro comentou a possibilidade de novas sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Afirmou ser “natural” a retomada de restrições, argumentando que o governo brasileiro descumpriu compromissos com autoridades norte-americanas. Moraes havia sido alvo de sanções entre julho e dezembro de 2025, acusado de violações a direitos humanos em sua atuação no processo da trama golpista que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão.



