Chuvas destroem rodovias em quatro regiões do Paraná

Temporais das últimas semanas danificaram pistas, pontes e causaram deslizamentos. Mais de 50% dos trechos estaduais já apresentavam deficiências.

Chuvas destroem rodovias em quatro regiões do Paraná
Quatro rodovias estaduais estão interditadas devido a estragos causados pelas chuvas. Foto: DER — Quatro rodovias estaduais estão interditadas devido a estragos causados pelas chuvas. Foto: DER.

Sequência de temporais provocou danos em rodovias do Noroeste, Campos Gerais, Vale do Ribeira e Sudoeste. PR-554, PR-460 e BR-476 sofrem com pistas rompidas e deslizamentos.

Uma sequência de temporais das últimas semanas provocou danos em rodovias de diferentes regiões do Paraná, segundo dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os estragos atingem o Noroeste, os Campos Gerais, o Vale do Ribeira e o Sudoeste, com dezenas de pontos afetados e centenas de quilômetros operando sob restrições severas, sistemas pare-e-siga ou interdições totais.

Entre os casos mais graves estão a PR-554, com a ponte sobre o Rio Ivaí submersa e sem previsão de liberação, e a PR-460, onde o asfalto cedeu abrindo uma erosão. Na outra ponta do estado, a BR-476 em Adrianópolis, rodovia federal que sofre diariamente com deslizamentos de rochas e lama que cortam o acesso à Região Metropolitana de Curitiba. Obras emergenciais também foram necessárias na PR-092 e na PRC-466.

Segundo dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), somente na primeira quinzena de outubro, 24 estações meteorológicas já registraram acúmulos de chuva superiores à média histórica para o mês. Oito cidades também ultrapassaram o volume médio esperado para o período. Toledo acumulou o maior volume de precipitação, com 318,2 mm em outubro, seguida por Cianorte, com 260,4 mm, e Londrina, com 220,6 mm.

Com dias de chuva seguidos, os impactos interferem na capacidade de absorção do solo. Sem o escoamento rápido por canaletas e bueiros, a água infiltra nas margens e mina a sustentação da pista. A Pesquisa CNT de Rodovias já indicava riscos nas rodovias do Paraná, apontando que mais de 50% dos trechos avaliados no estado apresentam deficiências na conservação do pavimento, na sinalização ou na geometria da via.

Erosões, buracos grandes e falta de acostamento adequado figuram entre os principais gargalos identificados. De acordo com o levantamento, a degradação do asfalto gera um aumento médio de 24% no custo operacional do transporte, impactando diretamente o frete e a manutenção dos veículos.

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