CNseg cria metodologia para avaliar se seguro de elétrico é realmente sustentável

Confederação Nacional das Seguradoras desenvolveu checklist com cinco critérios para classificar produtos além da tecnologia do veículo

CNseg cria metodologia para avaliar se seguro de elétrico é realmente sustentável
Seguro de carro elétrico precisa comprovar práticas sustentáveis além da tecnologia do veículo. Foto: CNseg — Foto: CNseg quer oferecer ao mercado roteiro para avaliar se um produto pode ser classificado como sustentável

CNseg desenvolveu Taxonomia Sustentável do Mercado Segurador para avaliar se produtos têm benefícios ambientais e sociais reais

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) criou uma metodologia para avaliar se o seguro de carro elétrico ou híbrido é realmente sustentável. A ferramenta, chamada Taxonomia Sustentável do Mercado Segurador (TSS), funciona como um checklist orientado às seguradoras e vai além da tecnologia do veículo.

Segundo a CNseg, não basta oferecer cobertura para um modelo elétrico ou híbrido. A seguradora também precisa demonstrar como o produto foi estruturado, quais medidas adota para atender esse público e de que maneira seus possíveis impactos ambientais e sociais são acompanhados.

“O objetivo é oferecer ao mercado um roteiro estruturado para avaliar se um produto reúne características e evidências suficientes para ser classificado como sustentável, evitando que essa definição esteja associada apenas ao tipo de veículo segurado”, informou Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg, em nota.

A metodologia considera diferentes critérios para avaliar a contribuição socioambiental dos seguros. Entre eles estão adicionalidade, materialidade, escalabilidade, inovação e mensuração de resultados. A ferramenta também verifica a intenção sustentável do produto e a existência de indicadores capazes de acompanhar seus impactos.

Por ter características distintas dos modelos a combustão, os carros elétricos demandam estrutura especializada das seguradoras. Estas precisam avaliar se contam com oficinas capacitadas, assistência para pane elétrica, reboque até pontos de recarga e procedimentos adequados para lidar com baterias de alta tensão.

Segundo o Sindirepa Brasil, existem aproximadamente 118 mil oficinas independentes no Brasil. Porém, ainda não há um número nacional consolidado sobre quantas delas estão aptas a atender veículos elétricos.

Antes de contratar o seguro de um carro elétrico, recomenda-se questionar a seguradora sobre quais oficinas estão preparadas para reparar o modelo. É importante verificar se a apólice permite escolher a concessionária ou exige o uso da rede referenciada. Também se deve conferir a cobertura da bateria de tração, especialmente em colisões e outros sinistros, bem como a cobertura do cabo de recarga e do carregador.

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