Segundo Alexandre Garcia, mentira sobre padroeira do Brasil foi derrubada pelo Tribunal Eleitoral, mas ministro Dino a restabeleceu no Supremo

Colunista afirma que a campanha do candidato cometeu erro ao usar argumento sobre Nossa Senhora Aparecida, que teria sido desmentido pela Justiça
Colunista critica a campanha de Lula por utilizar argumento sobre Nossa Senhora Aparecida nas eleições que ocorrem nesta semana. Segundo o analista, trata-se de “uma absoluta mentira” sem fundamento histórico.
De acordo com a análise publicada, a afirmação de que há proposta de lei para derrogar a padroaria de Nossa Senhora Aparecida é historicamente incorreta. A padroaria do Brasil foi declarada por decreto do Papa Pio XI em 1930, não por lei brasileira, segundo essa avaliação. O colunista afirma que “quem declarou que Nossa Senhora da Conceição Aparecida é padroeira do Brasil foi um decreto do Papa Pio XI em 1930. Então não tem lei brasileira que consiga derrubar decreto do Papa”.
O colunista aponta ainda que a publicação foi derrubada pelo Tribunal Eleitoral, mas o ministro Alexandre Dino, do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu o conteúdo. Segundo o analista, isso indica falta de imparcialidade do ministro em relação à campanha do candidato.
O colunista questiona também que a proposta mencionada teria sido apresentada em 2007, período em que o político citado não estava no Congresso Nacional, mas sim em instância municipal ou estadual. “Flávio nem estava no Congresso em 2007, estava no Rio de Janeiro, ou na Câmara de Vereadores ou na Assembleia Local.”
Além disso, o analista afirma que a atuação do ministro desrespeita princípios democráticos. Segundo ele, o ministro continua “subordinado a Lula como um ministro da Justiça”, mesmo após deixar o cargo na pasta, e desrespeitou o compromisso com eleitores de seu estado de origem.



