CNBB nega envolvimento em disseminação de fake news sobre eleição

Entidade se manifesta após acusações de Flávio Bolsonaro sobre boatos relacionados a Nossa Senhora Aparecida

CNBB nega envolvimento em disseminação de fake news sobre eleição
Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL. Foto: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO — Foto: O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL)  • GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A CNBB divulgou nota negando participação na produção ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou neste domingo (27) uma nota de esclarecimento para negar envolvimento na produção ou disseminação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.

A manifestação ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusar a entidade de participação em disseminação de boatos. Nos últimos dias, circularam conteúdos nas redes sociais que afirmavam que Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, informação desmentida pelo próprio candidato.

Flávio Bolsonaro declarou que “o PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news. Conseguiu com ajuda de gente dentro da CNBB.”

Em resposta, a CNBB afirmou que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. Segundo a nota, a entidade “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.

A instituição também rejeitou qualquer vínculo político-partidário. “A CNBB não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Suas manifestações sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos expressos em seus documentos, orientados pela dignidade humana, pelo bem comum, pela democracia e pela liberdade de consciência”, diz o texto.

A Conferência ainda afirmou que atribuir à instituição participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem apresentação de fatos e provas, “atinge injustamente a instituição”.

“A mentira não se combate com outra mentira. A CNBB reafirma seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz”, encerra a nota da entidade.

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