Pedido foi formalizado após falha de 45 minutos no sistema de totalização no primeiro turno das eleições. Associação também solicita medidas de transparência para o segundo turno.

Associação protocolou petição ao TSE pedindo afastamento de Júlio Valente da Costa Júnior após falha no sistema de totalização no primeiro turno das eleições.
O Congresso Conservador Brasil-USA protocolou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral para o afastamento cautelar de Júlio Valente da Costa Júnior, secretário de Tecnologia da Informação, após uma falha de 45 minutos no sistema de totalização no primeiro turno das eleições.
A petição foi formalizada em 20 de outubro e dirigida ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. A falha mencionada ocorreu em 4 de outubro, durante o primeiro turno. Júlio Valente ocupa o cargo de secretário de TI desde 2021 e anteriormente foi chefe da Seção de Totalização e Divulgação de Resultados entre 2009 e 2021.
“Não se pede a anulação do primeiro turno nem questiona-se a lisura do processo eleitoral.”
A petição também solicita medidas adicionais de fiscalização e transparência para o segundo turno, agendado para 25 de outubro. Entre as medidas propostas estão o credenciamento de até quatro fiscais de cada partido — PL e PT — para acompanhar a votação e a totalização na sala principal do TSE, em Brasília. A associação pede ainda a divulgação dos resultados em segmentos de 5% dos votos apurados e a preservação de registros de seções encerradas após as 17h30.
Segundo reportagem, o advogado Ricardo Freire Vasconcellos explicou que a petição se baseia em um levantamento estatístico realizado por um engenheiro que preferiu não se identificar. O estudo comparou a votação registrada nos primeiros boletins de urna com os últimos, revelando uma variação nos percentuais de votos entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Flávio Bolsonaro registrou 53,46% dos votos válidos na primeira fração apurada.
O documento enfatiza que a variação nos resultados “foge do esperado” e requer uma explicação técnica, mas não é tratada como indício de fraude. A associação não questiona a legitimidade das eleições do primeiro turno, apenas demanda esclarecimentos sobre as oscilações estatísticas identificadas.



