Organizações denunciam resposta insuficiente do Conselho da Europa a incidentes contra cristãos em 2024
O Conselho da Europa é criticado pela resposta considerada insuficiente diante do aumento de incidentes anticristãos no continente em 2024.
Incidentes anticristãos sob foco na Europa em 2024
Os incidentes anticristãos têm se intensificado na Europa em 2024, motivando críticas ao Conselho da Europa pela resposta considerada insuficiente. Conforme dados do Observatório sobre a Intolerância e a Discriminação contra os Cristãos na Europa (OIDAC), mais de 2.200 casos foram registrados, incluindo desde atos de vandalismo até assassinatos de membros do clero. O Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ), uma das organizações centrais nesta discussão, destaca a persistente relutância da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (PACE) em reconhecer plenamente essa realidade.
Resolução da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e suas limitações
A resolução aprovada recentemente pela PACE visa combater a discriminação religiosa e defender a liberdade religiosa. No entanto, o documento enfatiza principalmente o aumento do antissemitismo e da islamofobia, sem mencionar explicitamente os atos anticristãos. O ECLJ critica esse desequilíbrio, apontando que o mandato do Representante Especial do Secretário-Geral para o combate ao preconceito exclui a referência direta aos cristãos, o que prejudica o reconhecimento e o enfrentamento eficaz desses incidentes.
Desafios na coleta e transmissão de dados sobre discriminação religiosa
A resolução ressalta a importância da melhoria na coleta de dados relacionados à discriminação religiosa. Entretanto, o ECLJ evidencia que os incidentes contra cristãos tendem a ser subnotificados e que as autoridades frequentemente focam em atos com motivações políticas, desconsiderando muitos casos. Além disso, os Estados-Membros da União Europeia têm histórico irregular no envio dessas informações às instituições europeias, o que dificulta a elaboração de políticas eficazes e direcionadas.
Proteção insuficiente a locais de culto e consequentes ameaças
Entre os incidentes anticristãos registrados, muitos envolvem incêndios criminosos e atos de vandalismo contra locais de culto. A ECLJ argumenta que a resolução deveria ter avançado na proteção desses espaços, essenciais para o exercício da fé e a preservação da identidade cristã na Europa. A falta de medidas mais robustas expõe as comunidades a riscos contínuos e à sensação de vulnerabilidade.
Mobilização social e petição por respostas efetivas
Em resposta à negligência percebida, o ECLJ apresentou uma petição assinada por mais de 9.600 pessoas ao presidente da PACE, exigindo uma postura mais firme contra ataques e discriminação aos cristãos. O documento destaca a existência de mecanismos para combater o antissemitismo e a islamofobia, mas ressalta a ausência de instrumentos equivalentes para proteger os cristãos. A mobilização apela para o reconhecimento dessas injustiças e para o apoio da sociedade na defesa das liberdades e patrimônio cristãos, refletindo uma crescente preocupação com a identidade religiosa europeia.
Fonte: folhagospel.com
Fonte: Canva Pro





