Igor Vicente, diagnosticado com anemia aplástica aos 21 anos, recebeu transplantes do irmão Rômulo em 2007 e dois anos depois, no Complexo do Hospital de Clínicas da UFPR.

Aos 21 anos, Igor Vicente foi diagnosticado com anemia aplástica. Seu irmão Rômulo doou medula óssea em dois transplantes realizados no Hospital de Clínicas da UFPR.
Aos 21 anos, Igor Vicente, morador de Curitiba, foi diagnosticado com anemia aplástica após apresentar sintomas como cansaço extremo, dores de cabeça e fadiga. A doença rara compromete o funcionamento da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue.
Igor compartilhava a paixão por música com o irmão mais velho, Rômulo Vicente, então com 27 anos. Diante da gravidade do quadro, os médicos avaliaram que Igor precisaria de um transplante, iniciando a busca por um doador compatível entre os familiares.
Rômulo foi identificado como doador escolhido. Embora não tivesse conhecimentos sobre o procedimento, ele relata que acreditava ser responsável por ajudar o irmão desde o início.
“Eu sempre soube que seria eu. Nem precisaria testar as outras pessoas da família.”
O primeiro transplante foi realizado em 2007 no Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), instituição pioneira na realização de transplantes de medula óssea no Brasil. Dois anos depois, Igor enfrentou uma recidiva da doença e necessitou submeter-se a novo procedimento com doação do mesmo irmão.
A médica Gisele Loth, especialista em transplante de medula óssea que acompanhou o processo de doação, explica que muitas pessoas associam o transplante a uma cirurgia de grande porte. No entanto, o processo realizado no paciente que recebe a medula é diferente do que geralmente se imagina. Segundo ela, o transplante envolve diferentes etapas, iniciadas com a destruição da medula do receptor.
Os dois irmãos iniciaram uma jornada que envolveria dois transplantes de medula óssea, uma recidiva da doença e anos de acompanhamento médico.



