Cury critica cancelamento de debate e acusa STF de colapso da democracia

Candidato pelo Avante afirmou que Supremo ganhou protagonismo desproporcional após decisões que alteraram regras do encontro.

Cury critica cancelamento de debate e acusa STF de colapso da democracia
O candidato à Presidência pelo Avante, o escritor Augusto Cury. Foto: Divulgação/Equipe campanha Augusto Cury — Foto: O candidato à Presidência pelo Avante, o escritor Augusto Cury  • Divulgação/Equipe campanha Augusto Cury

Augusto Cury criticou o cancelamento do último debate presidencial pela TV Globo, afirmando que o episódio representa risco à democracia.

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) criticou nesta quinta-feira (1º) o cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições de 2026. Segundo Cury, o episódio representa um risco para a democracia brasileira, com responsabilidade atribuída ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Na verdade, o STF ganhou um protagonismo desproporcional. Beira a um colapso da democracia, infelizmente”, declarou Cury após a TV Globo anunciar que o encontro não seria mais realizado.

A emissora cancelou o último debate presidencial antes do primeiro turno após duas decisões judiciais alterarem, poucas horas antes do programa, as regras definidas. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e proibiu a exibição do púlpito vazio identificado com o nome do petista. A decisão também suspendeu a possibilidade de os candidatos presentes dirigirem perguntas ao concorrente ausente. Lula havia informado que não compareceria ao encontro.

Em paralelo, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a Globo incluísse Renan Santos (Missão) no debate, atendendo pedido formulado pelo Solidariedade. Após as decisões, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que não participaria mais do encontro e atribuiu a desistência ao que classificou como “censura imposta” pelo TSE.

Antes do cancelamento, também estavam confirmados Cury, Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG). Renan chegou a se deslocar para os estúdios após obter a autorização judicial. O debate estava marcado para as 21h30 e seria realizado nesta quinta-feira (1º), três dias antes do primeiro turno das eleições.

Cury voltou a defender o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo e a adoção de mandatos com duração determinada. “Eu espero, se for presidente da República, fazer um pacto entre os Poderes e provocar o Congresso para colocar fim à vitaliciedade, para que o ministro tenha oito anos, vá embora e nunca mais volte”, afirmou o candidato.

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