Eleições derrubam Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann do Senado

Lideranças de MDB, PP e PT não conquistaram reeleição em suas unidades federativas. PL venceu com 19 das 54 cadeiras em disputa.

Eleições derrubam Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann do Senado
Ciro Nogueira, Gleisi Hoffmann, Renan Calheiros e Esperidião Amin: derrotados na disputa por cadeiras no Senado. Foto: Divulgação/Agência Senado

Eleições neste domingo (4) impuseram derrotas a principais nomes da política. Renan Calheiros, Ciro Nogueira e Gleisi Hoffmann não conquistaram as vagas que disputavam.

As eleições neste domingo (4) provocaram derrotas a lideranças políticas de diferentes campos em disputas por cadeiras no Senado.

Renan Calheiros (MDB-AL) não conseguiu se reeleger em Alagoas após quatro mandatos consecutivos, encerrando 32 anos na Casa. As vagas foram conquistadas por Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). A família Calheiros sofreu segunda derrota com Renan Filho (MDB), que perdeu a disputa pelo governo estadual para JHC (PSDB).

No Piauí, Ciro Nogueira (PP), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), não renovou o mandato. Ele foi superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).

Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) ficou fora do Senado apesar de trajetória como duas vezes governador e duas vezes prefeito de Florianópolis, além de deputado federal e candidato à Presidência em 1994. As vagas foram conquistadas por Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do Partido Liberal.

Entre os principais nomes do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann não retornou ao Senado pelo Paraná. Primeira mulher eleita senadora pelo estado em 2010, presidiu nacionalmente o partido e comandou a Casa Civil de Dilma Rousseff (PT). Ela ficou em quarto lugar na disputa vencida por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

A perda de espaço do campo governista também alcançou Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso e senador desde 2011, que não conquistou terceiro mandato. As cadeiras foram para Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).

Os resultados evidenciaram uma mudança na correlação de forças dentro da própria direita, com a derrota de lideranças conservadoras tradicionais diante de candidaturas ligadas ao bolsonarismo. O Partido Liberal consolidou-se como maior vencedor com 19 das 54 cadeiras em disputa na Casa Alta, mais do que qualquer outra legenda.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também enfrentou revés no Amapá, seu estado de origem.

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