Bruno Souza planeja convocar consulta popular em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, onde Flávio Bolsonaro venceu as eleições

Deputado eleito por Santa Catarina quer convocar plebiscito para consultar população sobre separação da Região Sul do Brasil
O deputado eleito Bruno Souza (PL-SC) afirmou que pretende convocar um plebiscito para consultar a população sobre a separação da Região Sul do restante do Brasil, conforme comunicou em redes sociais.
A proposta é realizar inicialmente o plebiscito em Santa Catarina e, depois, convidar Paraná e Rio Grande do Sul a participar da iniciativa. Segundo Souza, o objetivo é fazer “uma pergunta simples à população do Sul: se ainda faz sentido ficar na federação nesses moldes”.
“Se somos tão diferentes, se temos ideias, valores e princípios tão diferentes, por que precisamos ficar sujeitos a decisões de outras regiões, de uma maioria que não é do Sul? Por que precisamos nos submeter a um tipo de governo que não nos agrada?”, disse o deputado.
O parlamentar afirmou que, caso a resposta do plebiscito seja negativa à permanência na federação, propõe “a criação do comitê Sul Livre para discutir com Brasília a nossa relação com a União”. Souza convidou políticos de diferentes partidos a integrar o comitê.
Segundo o deputado, a relação da Região Sul com o restante do país tem sido marcada pela “exploração” econômica, tributária e política “ao longo das últimas décadas”. Souza também afirmou que moradores de outras regiões que vivem no Sul e não votaram no PT são bem-vindos à iniciativa.
Na Região Sul, Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado em todos os três estados. No Paraná, recebeu 62,58% dos votos (4.291.444), contra 37,42% (2.566.504) do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em Santa Catarina, o candidato do PL obteve 69,42% dos votos (3.220.071), enquanto Lula teve 30,58% (1.418.314). No Rio Grande do Sul, Flávio recebeu 57,84% dos votos (3.874.378), contra 42,16% (2.824.552) de Lula.
Apesar da vantagem de Flávio nos três estados do Sul, Lula foi reeleito para um quarto mandato com 51,74% dos votos (64.256.232), ante 48,21% (59.826.041) do adversário.
A proposta separatista enfrenta um impedimento constitucional. O Brasil adota o princípio da indissolubilidade da República, segundo o qual estados, municípios ou regiões não podem se separar unilateralmente do território nacional.



